Um dia após a inflação oficial (CPI, na sigla em inglês) dos EUA registrar a primeira deflação mensal desde maio de 2020, o Índice de Preços ao Produtor (PPI) também surpreendeu com queda de 0,3%, reforçando os sinais de desaceleração dos preços na maior economia do mundo.
Parte dos analistas esperava estabilidade para o indicador divulgado pelo Departamento do Trabalho nesta quarta-feira (15). Na comparação anual, o PPI desacelerou para alta de 5,5%, ante avanço de 6% registrado em maio. O resultado representa mais um indicativo de que a inflação vinha perdendo força antes da recente escalada das tensões no Oriente Médio.
De acordo com o relatório, o principal responsável pelo recuo do índice foi a queda de 1,4% nos preços dos bens, a maior desde julho de 2022. Esse movimento foi impulsionado principalmente pelo recuo de 6,4% nos preços dos produtos energéticos.
A gasolina teve destaque ao registrar queda de 12% no período, exercendo a maior influência negativa sobre o indicador. Os alimentos no atacado também contribuíram para a desaceleração, com redução de 0,6% nos preços.
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Na direção oposta, os preços dos serviços destinados ao consumidor final avançaram 0,2%, limitando parte da queda do índice geral. Os serviços no atacado também registraram alta de 0,2%.
Núcleo do PPI mostra inflação persistente
Apesar da queda do índice cheio, as pressões inflacionárias mais persistentes continuam presentes na economia americana. O núcleo do PPI — indicador que exclui alimentos, energia e serviços comerciais por serem itens mais voláteis — avançou 0,1% em junho na comparação com maio e acumulou alta de 5,1% em relação ao mesmo mês de 2025.
O resultado mostra que, embora os preços ligados à energia tenham proporcionado um alívio importante, parte da inflação ainda segue resistente.
Dólar muda de direção após dados da inflação ao produtor
Os dados também repercutiram imediatamente no mercado de câmbio. No início das negociações do mercado à vista, o dólar operava em alta, refletindo o aumento da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro na pesquisa Genial/Quaest. A divulgação do PPI abaixo das expectativas, no entanto, amenizou esse movimento e levou a moeda americana a inverter o sinal.
Por volta das 9h40, o dólar à vista recuava 0,22%, cotado a R$ 5,06. O contrato futuro para agosto registrava queda de 0,15%, para R$ 5,0875. A moeda, no entanto, segue alternando entre altas e baixas e, às 13h, subia 0,07%, a R$ 5,07.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, caía 0,18%, para 100,75 pontos.











