O dólar fechou esta sexta-feira (17) em alta de 0,24% frente ao real, a R$ 5,11. A valorização da moeda norte-americana ocorreu em meio à disparada dos preços do petróleo e à queda das ações de tecnologia no exterior.
Embora tenha recuado diante do dólar, o real apresentou desempenho superior ao de outras moedas de países emergentes. Segundo participantes do mercado, a alta do petróleo ajudou a reduzir parte da pressão sobre a moeda brasileira.
Isso porque o Brasil é um dos exportadores da commodity, o que pode melhorar os chamados termos de troca, indicador que mede a relação entre os preços dos produtos exportados e importados por um país.
Apesar da alta no dia, a variação acumulada do dólar na semana foi próxima da estabilidade, com ganho de 0,05%. Em julho, o dólar ainda registra queda de 1% frente ao real. Já em 2026, as perdas chegam a 6,88%.
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Petróleo dispara com risco no Estreito de Ormuz
O principal fator de atenção dos investidores foi o avanço dos preços do petróleo diante do agravamento do conflito no Oriente Médio. O mercado reagiu às preocupações com possíveis interrupções no tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz.
O contrato do Brent para setembro subiu 4,59%, encerrando o dia a US$ 88,10 por barril. Já o WTI para agosto, referência para o mercado americano, avançou 4,47%, para US$ 81,78 por barril.
Dólar global opera perto da estabilidade
No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, permaneceu próximo da estabilidade, na faixa dos 100,7 pontos. O indicador acumula queda de cerca de 0,2% na semana e recuo próximo de 0,5% em julho.
Mesmo sem uma valorização mais expressiva do dólar global, analistas avaliam que o cenário se tornou mais favorável para a moeda americana diante dos riscos geopolíticos e da possibilidade de pressões inflacionárias decorrentes da alta do petróleo.











