O dólar fechou esta sexta-feira (24) em queda de 0,06%, a R$ 5,08. O movimento refletiu a melhora no apetite por risco diante das expectativas de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã, mediadas pelo Paquistão com apoio da China.
Entre as moedas emergentes, o real teve o segundo melhor desempenho na semana, atrás apenas do peso colombiano. Segundo analistas, a valorização foi favorecida pela forte alta do petróleo nos últimos dias. Como o Brasil é exportador líquido da commodity, preços mais elevados aumentam a entrada de dólares no país por meio das exportações.
Outro fator citado pelo mercado é o carry trade, estratégia em que investidores captam recursos em países com juros baixos para aplicar em economias que oferecem taxas mais elevadas, como o Brasil. Esse diferencial de juros tende a aumentar a demanda por ativos brasileiros.
Na semana, o dólar caiu 0,59%. Em julho, a desvalorização chega a 1,59% e, em 2026, a queda acumulada é de 7,43%.
Petróleo influencia comportamento do dólar
Nesta sexta-feira, o contrato do petróleo Brent para outubro caiu 2,74%, encerrando o dia a US$ 91,68. Já o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, operava praticamente estável no fim da tarde, com alta de 0,04%.
Operadores também relataram fluxo pontual de venda de dólares durante a manhã, o que contribuiu para intensificar a queda da moeda americana.
Ajuste fiscal segue no radar
No cenário doméstico, investidores acompanharam declarações do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que voltou a defender o ajuste das contas públicas como condição para o crescimento econômico.
Também repercutiu o desbloqueio de R$ 5,7 bilhões do Orçamento de 2026, após revisão das despesas obrigatórias. Mesmo assim, permanecem bloqueados R$ 17,9 bilhões para atender às regras do arcabouço fiscal.











