O dólar à vista fechou esta quarta-feira (26) em alta de 0,22%, a R$ 5,15, acompanhando a valorização da moeda norte-americana no exterior e a alta dos rendimentos dos Treasuries. O movimento ocorreu após dados de inflação dos Estados Unidos virem acima das expectativas do mercado.
Segundo operadores, o mercado passou a incorporar aos preços os prêmios de risco relacionados à proximidade da eleição presidencial, reduzindo a disposição dos investidores para movimentos mais fortes no câmbio.
O real continua apoiado, no curto prazo, pelo nível elevado dos juros domésticos, mesmo com a expectativa de um novo corte de 0,25 ponto percentual da Selic em setembro. A aposta ganhou força após a prévia da inflação, medida pelo IPCA-15, de agosto registrar deflação de 0,40%.
Na semana, o dólar acumula alta de 0,13%. Em agosto, a valorização chega a 1,61%. No ano, a moeda ainda registra baixa de 6,14%.
Dólar avança no exterior após dado de inflação
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, voltou a superar os 99 pontos. O indicador atingiu máxima de 99,231 pontos e acumula alta de 0,30% na semana.
Em agosto, porém, o DXY registra queda de aproximadamente 0,65%.
O movimento ganhou força após o índice de preços de gastos de consumo (PCE, na sigla em inglês) vir levemente acima das expectativas, tanto na comparação mensal quanto na anual.
Mercado aguarda discurso em Jackson Hole
As atenções dos investidores agora se voltam para o Simpósio de Jackson Hole, evento anual que reúne dirigentes de bancos centrais, economistas e autoridades do setor financeiro. O destaque será o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, previsto para sexta-feira (28).











