O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quinta-feira (30) em alta de 1,88%, aos 177.158,86 pontos, impulsionado pela melhora do apetite ao risco no exterior após a divulgação da inflação dos Estados Unidos em linha com as expectativas.
O índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) veio dentro das projeções do mercado e reduziu os temores de que o Federal Reserve (Fed) precise manter uma postura ainda mais rígida em relação aos juros.
A leitura amenizou a cautela provocada na véspera, quando o presidente do Fed, Kevin Warsh, reforçou o compromisso com o controle da inflação e três dirigentes da instituição votaram por uma alta dos juros, elevando a percepção de um cenário mais restritivo.
No Brasil, os investidores também ampliaram as apostas de um corte da Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), após novos dados de inflação. O IGP-M caiu 1,16% em julho, resultado mais intenso do que o esperado pelo mercado, reforçando a percepção de desaceleração dos preços.
Durante o pregão, a Bolsa oscilou entre a estabilidade e a máxima de 177.158,86 pontos, encerrando no maior nível do dia. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 22,7 bilhões. Com o resultado, o Ibovespa acumula alta de 1,79% na semana, avanço de 2,98% em julho e valorização de 9,95% em 2026.
Destaques do Ibovespa
As ações dos grandes bancos e das empresas ligadas a commodities lideraram a recuperação do índice. Itaú avançou 2,20% e Banco do Brasil ganhou 1,97%, compensando a nova queda do Santander (-1,48%), que seguiu pressionado após o JPMorgan reduzir a recomendação para o papel.
A Petrobras (ON +2,19% e PN +2%) também contribuiu para a alta, mesmo com a queda dos preços do petróleo no mercado internacional. Já a Vale fechou em alta de 1,39%, apesar da baixa do minério de ferro e da repercussão do balanço da Rio Tinto.
Entre as maiores altas do pregão ficaram MBRF (+7,80%), Totvs (+5,74%) e Cogna (+5,48%). Entre as quedas, os destaques foram Usiminas (-9,25%), CSN (-4,81%) e CSN Mineração (-4,35%).
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