O dólar à vista fechou esta terça-feira (4) em alta de 0,86%, a R$ 5,13, pressionado pela queda do petróleo no mercado internacional e pelo aumento da cautela dos investidores em relação ao cenário eleitoral brasileiro.
Segundo participantes do mercado, o principal fator para a desvalorização do real foi a forte queda dos preços do petróleo. O contrato do Brent fechou em baixa de 5,69%, cotado a US$ 79,36 por barril, após declarações do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, reforçarem a expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz nos próximos dias.
Além do mercado de commodities, o ambiente político também influenciou a formação da taxa de câmbio. Investidores acompanharam sinais de perda de força da candidatura do senador Flávio Bolsonaro às vésperas da divulgação de novas pesquisas eleitorais.
Ontem, o levantamento Nexus/BTG apontou empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno.
Também repercutiu a decisão do Republicanos de permanecer neutro na disputa presidencial. Flávio Bolsonaro havia manifestado interesse em ter a ex-presidente da Caixa, Daniela Marques, como candidata a vice-presidente, mas a legenda optou por não integrar a chapa.
Os partidos têm até 15 de agosto para registrar oficialmente suas candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Tensão diplomática também entrou no radar
Outro fator citado por operadores foi uma reportagem informando que o governo brasileiro espera novas sanções diplomáticas dos EUA nos próximos dias, após o Brasil negar vistos a integrantes do governo norte-americano.
A possibilidade de aumento das tensões entre os dois países também contribuiu para a busca por proteção no mercado de câmbio.
Dólar fica estável no exterior
No exterior, o Dollar Index (DXY), indicador que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, permaneceu próximo da estabilidade durante toda a sessão. Por volta das 17h, o índice recuava 0,02%, aos 99,878 pontos.
Com o resultado desta terça-feira, o dólar acumula alta de 1,19% frente ao real nos dois primeiros pregões de agosto. Apesar da recuperação recente, a moeda norte-americana ainda apresenta desvalorização de 6,52% em 2026.
Entre as moedas mais negociadas do mundo, o real continua com o segundo melhor desempenho no ano, atrás apenas do peso colombiano.











