O Dia dos Pais de 2026 deve movimentar o comércio brasileiro, com quase metade (46%) dos brasileiros querendo presentear o pai, segundo pesquisa da Hibou, em parceria com a Score Agency. Outros 33% afirmam que o almoço em família é o elemento mais importante da comemoração.
A situação financeira continua influenciando o consumo. Levantamento mostrou que 34% afirmam que o orçamento está mais apertado e gastarão menos do que em anos anteriores, enquanto 42% afirmam que a situação permanece semelhante à dos anos anteriores.
Ao todo, 72% dos brasileiros pretendem gastar até R$ 250, considerando toda a comemoração, incluindo presentes e demais despesas. Apenas 3% estimam desembolsar mais de R$ 1 mil.
Os shoppings centers seguem como o principal canal para compra dos presentes, escolhidos por 50% dos entrevistados. Na sequência aparecem lojas online das próprias marcas (37%) e marketplaces, como Mercado Livre e Amazon (26%).
O vestuário aparece como a categoria mais procurada para presentear no Dia dos Pais. As principais escolhas são:
- Roupas (74%);
- Calçados (51%);
- Perfumes (42%).
Entre os próprios pais entrevistados, roupas continuam liderando (40%), seguidas por viagens (35%) e calçados (35%).
Quase um em cada quatro vai ficar em casa
Segundo a pesquisa, 22% dos brasileiros vão passar o Dia dos Pais em casa sem receber visitas. Outros 17% pretendem ir à casa do pai ou do sogro, enquanto 14% receberão familiares em casa.
Para quem ficará sozinho, as atividades preferidas são descansar (48%), assistir a séries e filmes (41%) e brincar com crianças ou animais de estimação (24%).
Apenas 7% planejam comemorar em restaurantes e 12% ainda não decidiram como passarão a data.
Google aponta crescimento das compras de última hora
Outra pesquisa, realizada pelo Google Brasil, mostra que 43% dos consumidores ainda não decidiram qual presente comprar para o Dia dos Pais. Como consequência, metade das vendas deverá ocorrer na reta final da data:
- 23% na semana do Dia dos Pais;
- 13% na véspera;
- 14% no próprio domingo.
Levantamento também mostra que sete em cada dez consumidores enfrentam dificuldades durante a jornada de compra. Os principais desafios são escolher um presente que agrade ao pai e encontrar uma opção compatível com o orçamento.
Entre aqueles que já decidiram o presente, 32% pretendem gastar mais de R$ 300, valor superior ao registrado no ano passado e também acima do gasto observado no Dia das Mães.
Além disso, 71% utilizarão canais digitais, como sites, aplicativos, redes sociais e aplicativos de entrega, para pesquisar e concluir a compra.
A pesquisa do Google também identificou diferenças entre o que os pais desejam ganhar e o que os filhos pretendem comprar. Metade dos pais gostaria de receber produtos de tecnologia, como celulares, eletrônicos ou caixas de som. Entretanto, apenas 19% dos consumidores pretendem comprar itens dessa categoria. A participação sobe para 46% apenas entre quem pretende gastar mais de R$ 500.
Já a categoria de moda lidera a intenção de compra dos filhos, com 42%, embora apenas 23% dos pais indiquem preferência por esse tipo de presente. Perfumaria e beleza apresentam maior equilíbrio entre o desejo dos pais e a intenção de compra dos filhos.
Para Gleidys Salvanha, diretora de Negócios para Varejo e Tecnologia do Google Brasil, empresas que ajudarem o consumidor a decidir terão vantagem durante a reta final das compras. Além do preço, bom atendimento e qualidade dos produtos, prazos curtos de entrega e frete grátis tendem a ganhar importância para consumidores que deixam as compras para os últimos dias.
FecomercioSP prevê alta de 0,7% nas vendas em São Paulo
A FecomercioSP projeta crescimento de 0,7% nas vendas dos segmentos mais impactados pelo Dia dos Pais no Estado de São Paulo em agosto. Segundo a entidade, isso representa um aumento de R$ 567 milhões na receita em comparação anual.
A análise atribui o crescimento moderado ao elevado nível de endividamento das famílias, aos juros elevados e à pressão sobre os preços. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), 74,8% das famílias paulistanas possuíam algum tipo de dívida em julho.
Para a entidade, apesar de o mercado de trabalho continuar sustentando parte do consumo, o cenário econômico reduz a disposição das famílias para assumir novas dívidas.











