O dólar à vista fechou esta quinta-feira (6) em queda de 0,41%, a R$ 5,11, após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic de 14,25% para 14% ao ano. O movimento ocorreu apesar da valorização da moeda americana no exterior.
A queda do dólar foi atribuída por operadores à correção de posições defensivas adotadas antes da reunião do Banco Central (BC) e ao avanço dos preços do petróleo, que favoreceu moedas de países exportadores de commodities, como o Brasil.
Segundo analistas, o comunicado divulgado pelo BC após a decisão sobre a Selic contribuiu para a devolução de parte da alta recente do dólar.
Em fala ao Broadcast, o superintendente de câmbio do Banco Rendimento, Jacques Zylbergeld, afirmou que o mercado já esperava um sinal de continuidade no ciclo de redução dos juros, mas avaliou que o comunicado indicou maior cautela para as próximas reuniões.
Na avaliação dele, embora o BC não tenha descartado um novo corte de 0,25 ponto percentual na próxima reunião, o texto adotou um tom mais compatível com uma pausa no ciclo de flexibilização monetária.
Outro fator que ajudou o real foi a valorização superior a 3% do petróleo no mercado internacional, em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio. O barril do Brent voltou a superar US$ 80.
A alta da commodity melhora os chamados termos de troca, indicador que mede a relação entre os preços das exportações e das importações de um país.
Mesmo com o recuo desta sessão, a moeda americana ainda acumula alta de 0,73% em agosto. Em 2026, o dólar registra queda de 6,95%.
Dólar sobe no exterior
Enquanto a moeda americana perdeu força frente ao real, o cenário internacional foi diferente. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, voltou a superar os 100 pontos durante a sessão.
Os rendimentos dos Treasuries, títulos públicos do governo dos Estados Unidos, também avançaram após a alta do petróleo e informações de que o presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, estaria inclinado a apoiar uma alta dos juros em setembro caso os próximos indicadores de inflação surpreendam para cima.











