Em 1942, a pequena produção familiar da Santa Helena começou em Ribeirão Preto com José Marques Telles, três filhos e poucos equipamentos. A empresa fazia doces para venda ambulante e pequenos comércios, até transformar o amendoim em eixo do negócio e lançar a Paçoquita quatro décadas depois, em 1982.
Como uma produção familiar tão pequena conseguiu começar em 1942?
A Santa Helena nasceu em março de 1942, quando José Marques Telles trabalhava com a ajuda de três filhos. A estrutura era simples e havia poucos equipamentos, algo que deixava boa parte do crescimento dependente do trabalho direto da própria família.
Os doces eram destinados principalmente à venda ambulante e a pequenos estabelecimentos. Em vez de surgir com uma grande fábrica pronta, o negócio avançou a partir de uma operação enxuta, ampliando gradualmente produção e distribuição conforme encontrava espaço entre comerciantes e consumidores.

O que mudou entre aqueles primeiros doces e o foco no amendoim?
O crescimento permitiu que a empresa desenvolvesse uma estrutura maior e aumentasse sua atenção aos produtos à base de amendoim. Isso criou a base para uma categoria que, décadas mais tarde, passaria a ocupar posição central dentro do portfólio e da identidade da fabricante.
A transformação foi gradual, e alguns elementos ajudam a visualizar essa passagem entre o começo familiar e a indústria que viria depois. Os principais marcos desse período podem ser resumidos assim:
- 1942: início da produção familiar de doces;
- Venda local: produtos chegam a ambulantes e pequenos comércios;
- Ampliação: a produção ganha estrutura ao longo das décadas;
- Amendoim: a matéria-prima passa a ter importância crescente no negócio.
Por que a Paçoquita representou um passo tão importante?
Em 1982 surgiu a Paçoquita, uma versão industrializada de um doce tradicional feito com amendoim. A própria paçoca de amendoim já fazia parte do repertório alimentar brasileiro, o que aproximava o novo produto de um sabor conhecido.
A novidade estava também na maneira de apresentar e distribuir esse doce. Um produto padronizado, embalado individualmente e produzido em escala podia chegar a muito mais pontos de venda, transformando uma receita popular em uma marca reconhecível e fácil de encontrar.

Como o amendoim acabou se tornando parte central do negócio?
A especialização ajudou a construir uma operação fortemente ligada ao ingrediente. A empresa aparece entre as participantes do Programa Pró-Amendoim, iniciativa criada para promover segurança dos alimentos produzidos a partir dessa matéria-prima.
Esse vínculo mostra como o caminho iniciado com doces variados terminou criando uma identidade muito associada ao amendoim. A matéria-prima passou a sustentar diferentes produtos, enquanto o desenvolvimento industrial permitiu transformar receitas simples em itens distribuídos em grande escala.
O que separa a pequena produção de 1942 da empresa que veio depois?
Quatro décadas separam os poucos equipamentos de 1942 do lançamento que mudaria a escala da marca. Nesse intervalo, a operação saiu do núcleo familiar, fortaleceu sua distribuição e desenvolveu capacidade para produzir de forma padronizada aquilo que antes dependia de uma estrutura muito menor.
A trajetória mostra uma expansão feita por etapas: primeiro vieram os doces, depois a distribuição e a especialização. Quando a Paçoquita chegou em 1982, havia por trás dela um negócio construído durante 40 anos, iniciado com José Marques Telles e três filhos trabalhando juntos.











