Os pedidos de recuperação judicial somaram 60 processos em abril de 2026, envolvendo 141 empresas, segundo o Indicador de Falências e Recuperações Judiciais da Serasa Experian. O resultado representa uma redução em relação a março, quando foram registrados 82 processos envolvendo 184 empresas.
Segundo Camila Abdelmalack, economista-chefe da Serasa Experian, “embora abril tenha registrado redução nos pedidos de recuperação judicial, o movimento deve ser analisado com cautela”.
Para a economista, mesmo com a redução pontual, as empresas continuam lidando com restrições financeiras, necessidade de recomposição de caixa e reorganização de passivos acumulados.
Serviços lideram recuperações judiciais
Na divisão por setores, Serviços concentrou o maior número de empresas envolvidas em processos de recuperação judicial, com 45 companhias.
O Comércio ficou em seguida, com 43 empresas, enquanto Agropecuária registrou 31 e Indústria, 22.

A economista-chefe também citou o aumento da incerteza para setores mais expostos ao mercado externo, diante das mudanças no cenário tarifário internacional.
“Mesmo quando observamos recuos pontuais nos pedidos de recuperação judicial, o quadro de fundo permanece desafiador. As empresas seguem lidando com um ambiente de crescimento mais moderado, restrições financeiras e necessidade de ajuste de suas estruturas de capital.
Pedidos de falência também recuam
Os pedidos de falência também apresentaram queda em abril. O indicador registrou 55 processos de falência envolvendo 58 empresas, ante 80 processos e 83 empresas em março.
A Indústria concentrou o maior número de companhias envolvidas, com 27 empresas. Na sequência apareceram Comércio, com 18, Serviços, com 12, e Agropecuária, com uma empresa.
A falência ocorre quando a empresa não consegue mais reorganizar sua situação financeira e passa por um processo de liquidação de seus ativos para pagamento dos credores, conforme as regras aplicáveis.
Segundo Camila Abdelmalack, os pedidos de falência continuam sendo um indicador relevante da dificuldade das empresas em reequilibrar suas finanças.











