A Mjøstårnet alcança 85,4 metros e 18 pavimentos com uma estrutura principal formada por madeira engenheirada. Grandes treliças de glulam resistem às cargas e ao vento, enquanto CLT, concreto e conexões protegidas resolvem funções específicas do edifício.
Como a Mjøstårnet consegue chegar a 85,4 metros usando madeira?
A Mjøstårnet utiliza grandes colunas, vigas e diagonais de glulam formando o esqueleto principal. Quatro grandes treliças distribuídas pelas fachadas dão rigidez ao edifício e transferem esforços horizontais provocados principalmente pelo vento até as fundações.
O sistema estrutural da torre inclui 22 colunas principais e elementos de grandes dimensões. Nos cantos inferiores, algumas seções de glulam chegam a aproximadamente 625 por 1.485 milímetros, mostrando como o aumento da altura exige peças muito mais robustas.

Quais peças de madeira fazem a torre suportar cargas e vento?
O material não aparece de uma única forma. O projeto combina componentes industrializados com fibras orientadas de maneiras diferentes, escolhendo cada produto de acordo com a função que precisa desempenhar dentro do edifício.
Três soluções concentram grande parte desse trabalho:
Por que CLT e glulam cumprem funções diferentes no edifício?
A madeira laminada cruzada, conhecida como CLT, possui camadas coladas com fibras alternadas. O glulam mantém as fibras predominantemente paralelas, permitindo formar vigas, colunas e diagonais longas capazes de receber grandes esforços.
Essa divisão aparece claramente no projeto:
- O glulam forma as principais colunas, vigas e diagonais resistentes.
- Quatro treliças de fachada controlam grande parte da estabilidade lateral.
- O CLT é utilizado em poços de elevadores e caixas de escadas.
- Painéis de CLT também aparecem em elementos de algumas varandas.
- Os núcleos de CLT não são responsáveis pelo principal contraventamento da torre.

Como uma torre de madeira tão alta enfrenta o risco de incêndio?
Peças maciças de madeira não perdem toda a resistência imediatamente quando expostas ao fogo. A superfície forma uma camada carbonizada que avança gradualmente para o interior. O dimensionamento da Mjøstårnet considerou essa perda de seção e o comportamento estrutural durante exposições prolongadas.
As conexões de aço ficam embutidas na madeira e recebem proteção adicional com materiais intumescentes em aberturas. O edifício também possui sprinklers, compartimentação entre ambientes, proteção com placas resistentes ao fogo nas rotas de fuga e barreiras destinadas a limitar a propagação pelas fachadas.
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O que impede o vento de fazer um edifício leve balançar demais?
Madeira possui massa menor que concreto, o que torna a aceleração provocada pelo vento um critério importante de conforto. A solução combina rigidez das treliças com distribuição estratégica de massa. Nos sete pavimentos superiores, lajes de concreto de aproximadamente 300 milímetros apoiam-se sobre vigas de glulam.
As funções principais podem ser organizadas assim:
| Elemento | Função | Efeito estrutural |
|---|---|---|
| Treliças de glulam Quatro sistemas nas fachadas | Resistem às cargas horizontais produzidas pelo vento | Maior rigidez |
| Colunas de glulam Grandes seções verticais | Transferem cargas dos pavimentos até as fundações | Carga vertical |
| Lajes superiores Concreto sobre vigas de madeira | Acrescentam massa aos sete níveis mais altos | Menos aceleração |
| Conexões de aço Placas e pinos embutidos | Transferem esforços entre os grandes elementos de madeira | Proteção necessária |
Por que a Mjøstårnet mudou a discussão sobre edifícios altos de madeira?
Quando foi concluída em 2019, a torre demonstrou que a madeira engenheirada podia assumir grande parte das funções antes associadas quase exclusivamente a estruturas de concreto e aço. Seu sistema principal continua baseado em madeira, mesmo utilizando outros materiais onde massa, conexões ou proteção exigem soluções complementares.
A Mjøstårnet mostra que competir com materiais tradicionais não significa eliminá-los. O avanço está em usar glulam e CLT onde suas propriedades funcionam melhor, acrescentando concreto e aço de maneira localizada para controlar movimento, unir componentes e atender exigências de segurança em uma torre de 85,4 metros.











