O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quinta-feira (20) em alta de 0,06%, aos 167.927,15 pontos. A alta dos papéis ligados às commodities ajudou a sustentar o índice, apesar da pressão dos mercados internacionais e das ações do setor financeiro.
Hoje, o petróleo Brent para outubro subiu 2,36%, a US$ 93,78 por barril, em meio às tensões no Oriente Médio e ao fechamento do Estreito de Ormuz.
Segundo especialistas, o avanço do petróleo favorece empresas produtoras da commodity, como a Petrobras. Por outro lado, a alta dos preços aumenta as preocupações com a inflação global, já que combustíveis e derivados do petróleo influenciam os custos de produção e transporte.
A saída de recursos estrangeiros também permanece no radar dos investidores. Até 18 de agosto, os estrangeiros haviam retirado quase R$ 21 bilhões da Bolsa.
Outro ponto acompanhado pelos investidores é a qualidade do crédito no setor bancário. Após os resultados do segundo trimestre, o mercado passou a observar sinais de aumento da inadimplência, em meio ao crescimento dos pedidos de recuperação judicial e aos efeitos dos juros elevados sobre as empresas.
Destaques do Ibovespa
Petrobras e Vale deram sustentação ao índice. A alta do petróleo justificou os ganhos de Petrobras, que subiu 2,64% (ON) e 2,81% (PN). Já Vale avançou +2,62%, mesmo com a queda de 1,19% do minério de ferro na China.
No setor bancário, a sessão foi predominantemente negativa. Itaú caiu mais de 2%, enquanto Bradesco recuou 1,69%. O BTG Pactual também fechou em queda, de 1,29%. Na contramão, Santander subiu 0,94%.
Entre as maiores altas do pregão ficaram Minerva (+7%), Marcopolo (+6,46%) e SLC Agrícola (+5,72%). Já entre as quedas, estiveram Vamos (-8,49%), Hapvida (-7,16%) e Cury (-4,77%).
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