O dólar à vista fechou esta quinta-feira (20) em alta de 0,32%, a R$ 5,19. O movimento ocorreu em linha com a valorização da moeda norte-americana no exterior, em um dia marcado pelo aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã e pela alta dos preços do petróleo.
As cotações da commodity avançaram mais de 2% nesta quinta-feira (19). O contrato do Brent para outubro era negociado na faixa de US$ 93 por barril.
Na noite de ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou novas medidas econômicas contra o Irã e afirmou que pretende ampliar a pressão sobre países e empresas que mantêm relações com Teerã.
Além disso, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o Irã enfrentará sanções econômicas mais duras. Ao mesmo tempo, disse que considera improvável uma retomada dos ataques.
Com o resultado, o dólar acumula alta de 2,16% na semana e avanço de 2,42% em agosto. No acumulado de 2026, a cotação ainda registra queda de 5,39%.
Cenário externo influencia dólar
Segundo analistas, o cenário internacional foi determinante para o comportamento do dólar nas últimas sessões. A alta dos juros dos títulos do Tesouro americano, conhecidos como Treasuries, gerou preocupação nos mercados.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, operava em alta e girava em torno de 98,800 pontos por volta das 17h.
A ata da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed) voltou a apontar preocupação com a inflação. Apesar disso, o documento não alterou a expectativa predominante de manutenção dos juros na reunião de setembro.
Real tem pior desempenho entre moedas em agosto
Embora tenha acompanhado, em linhas gerais, o movimento de outras moedas de países emergentes nas últimas sessões, o real apresenta o pior desempenho entre as moedas mais líquidas em agosto.
O movimento ocorre em meio à redução da exposição de investidores estrangeiros a ativos brasileiros nas primeiras semanas do mês e ao aumento da sensibilidade dos mercados às eleições presidenciais.











