O dólar fechou esta segunda-feira (21) em queda de 0,70%, a R$ 5,11. O movimento ocorreu em um dia de maior apetite a risco no exterior, enquanto investidores acompanharam o cenário eleitoral brasileiro e a expectativa por uma melhora nas relações entre Estados Unidos e China.
No exterior, a moeda norte-americana perdeu força frente a moedas de países emergentes, enquanto o petróleo registrou a quarta queda consecutiva, embora o barril do Brent permanecesse próximo de US$ 100. Na avaliação de operadores, o real esteve entre as três moedas de melhor desempenho entre as mais líquidas.
O movimento foi associado a apostas crescentes em uma vitória da oposição na corrida presidencial e, em paralelo, à expectativa de ajustes nas contas públicas.
As pesquisas eleitorais mais recentes mostram um cenário de disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. Um novo levantamento da Quaest sobre a disputa ao Palácio do Planalto seria divulgado a partir das 18h.
Em setembro, o dólar acumula queda de 1,38% frente ao real. Em agosto, a moeda havia subido 2,16%. No ano, a queda acumulada chega a 6,93%.
Banco Central já ofertou US$ 3 bilhões no mês
Em fala ao Broadcast, o diretor de tesouraria do Braza Bank, Bruno Perottoni, destacou sinais de aumento da demanda por dólares no mercado à vista, com queda do chamado “casado” e aumento do cupom cambial. Segundo ele, a demanda por dólares está acima do que seria habitual para esta época do ano.
O Banco Central (BC) já realizou três intervenções no mercado de câmbio em setembro, com oferta total de US$ 3 bilhões. Foram US$ 2 bilhões em operações conjugadas com venda de dólar futuro, por meio de swaps cambiais reversos, e US$ 1 bilhão em linha, operação na qual a autoridade monetária vende dólares com compromisso de recompra.
Operadores avaliam que novas atuações do BC podem ocorrer caso não haja alteração na dinâmica do fluxo cambial.
Dólar sobe frente a moedas fortes
Apesar da queda ante o real, o dólar avançava em relação a algumas das principais moedas desenvolvidas. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana contra uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,21% por volta das 17h, aos 100,428 pontos, próximo da máxima de 100,451 pontos.
Na comparação com outras moedas emergentes, o dólar ganhou força frente ao euro, iene e libra. As taxas dos Treasuries de dois anos, títulos do governo americano usados como referência para as expectativas sobre os juros de curto prazo, apresentavam leve alta.
Enquanto isso, o mercado acompanha a reunião dos presidentes Donald Trump e Xi Jinping, que ocorre nesta semana nos Estados Unidos em meio às negociações sobre tarifas comerciais e inteligência artificial (IA).











