O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, registra queda de 19% em dólar desde a máxima do ano, em 14 de abril, e apresenta o pior desempenho entre os principais mercados acionários da América Latina no período.
A avaliação é do Bank of America (BofA), que associa o movimento à continuidade da saída de recursos estrangeiros do mercado de ações brasileiro.
Em agosto, a B3 registra saída de R$ 20 bilhões de investidores estrangeiros pelo mercado à vista, também chamado de mercado cash. Apesar da saída no mês, o saldo acumulado em 2026 permanece positivo em R$ 16 bilhões.
O relatório também aponta sinais de fraqueza nos resultados do segundo trimestre de empresas listadas. Segundo o banco, o consumo continua pressionado pelo nível elevado dos juros, enquanto as empresas têm priorizado a gestão de estoques, preços e custos.
Ainda assim, os setores de distribuição de combustíveis e o setor financeiro lideraram o crescimento do lucro por ação, conhecido pela sigla EPS (earnings per share), entre as empresas do Ibovespa, excluindo as companhias de commodities.
Bolsa brasileira tem o pior desempenho na América Latina
Na comparação com outros mercados latino-americanos, o BofA aponta que o Mexbol, principal índice acionário do México, recua 9% em dólar desde a máxima de 11 de fevereiro. No Chile, o IPSA acumula queda de 10% em dólar desde o pico registrado em 28 de janeiro. Já os índices MSCI Peru e COLCAP, da Colômbia, permanecem próximos das máximas alcançadas em 2026.
Na semana, porém, o Ibovespa teve desempenho superior ao de parte dos mercados internacionais. A Bolsa brasileira avançou 0,7% em dólar, enquanto o Mexbol subiu 0,5%. No mesmo período, o S&P 500 caiu 1% e o índice de mercados emergentes recuou 0,5%.
Entre as carteiras temáticas acompanhadas pelo BofA, as ações brasileiras com viés de crescimento, chamadas pelo banco de Brazilian Magnificent 7, recuaram 1% na semana. Já a carteira com viés de valor, denominada Unforgettable 7, ficou praticamente estável.











