A taxa média descontada dos restaurantes pelas operadoras de vale-refeição (VR) subiu de 5,19% em 2025 para 6,18% em 2026, mesmo após o governo estabelecer um limite de 3,6% para essa cobrança em novembro de 2025, com o Decreto nº 12.712/2025.
Segundo pesquisa da Ipsos-Ipec encomendada pela Associação Nacional de Restaurantes (ANR), a alta representa um aumento de 0,99 ponto percentual em um ano. Na comparação com a taxa média dos cartões de crédito, de 3,62%, o custo do vale-refeição é cerca de 1,7 vez maior.
O impacto foi maior entre os estabelecimentos de menor porte. Restaurantes com faturamento mensal de até R$ 30 mil, que representam 63% da amostra da pesquisa, tiveram aumento da taxa média de 4,79% para 6,44%, alta de 1,65 ponto percentual em um ano.
A pesquisa mostra ainda que 58% dos entrevistados não perceberam mudanças nas taxas cobradas pelas operadoras após a entrada em vigor das novas regras. Outros 27% afirmaram ter percebido aumento nos custos.
Segundo Fernando de Paula, vice-presidente da ANR, empresas administradoras estariam utilizando produtos e práticas para contornar as regras estabelecidas pelo governo. “Não podemos dizer que estamos surpresos”, afirmou.
Entre as regiões analisadas, São Paulo (SP) apresentou a maior taxa média descontada nas operações com vale-refeição, de 8,62%.
O levantamento também aponta que o VR continua sendo a modalidade de pagamento com maior custo médio para os restaurantes (confira abaixo).
| Meio de pagamento | Taxa média |
|---|---|
| Pix | 1,06% |
| Cartão de débito | 1,77% |
| Cartão de crédito | 3,62% |
| Vale-refeição | 6,18% |











