Os fundos de ações indexados, que replicam a carteira de um índice de referência, lideraram a rentabilidade entre os principais tipos de fundos em julho, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
Na classe de ações, esses fundos tiveram alta de 2,93% no mês. Entre os fundos de previdência, o avanço chegou a 3,33%. No acumulado de 2026, a categoria também ocupa a primeira posição entre os tipos analisados, com ganhos de 9,64% nos fundos de ações e de 10,56% nos de previdência.
Segundo Pedro Rudge, diretor da Anbima, o desempenho de julho refletiu a combinação de melhora nas expectativas para a inflação, ciclo de corte de juros e retorno pontual de investidores estrangeiros ao mercado brasileiro. “Isso recompôs a confiança do investidor em torno dos ativos domésticos”, explica Rudge.
Renda fixa e multimercados
Na renda fixa, o destaque ficou com os fundos do tipo duração alta crédito livre, que destinam mais de 20% da carteira a títulos de longo prazo com médio e alto risco de crédito. Esses fundos avançaram 1,47% em julho e acumulam alta de 7,50% no ano.
O conceito de duração está relacionado à sensibilidade do preço de um título às mudanças nas taxas de juros. Em geral, títulos de prazo mais longo tendem a apresentar maior variação de preço quando os juros de mercado mudam. Entre os multimercados, os fundos de capital protegido registraram o melhor resultado, com alta de 1,63% em julho e de 5,65% em 2026.
Fundos expostos ao exterior ficam no campo negativo
Na outra ponta, os com maior exposição internacional registraram os principais desempenhos negativos entre as categorias analisadas. De acordo com Rudge, as incertezas do cenário internacional e os conflitos que afetam a economia global contribuíram para o desempenho dessas carteiras.
Na classe de ações, os fundos que destinam 40% da carteira a ativos internacionais recuaram 1,01% em julho. Mesmo com a queda, acumulam alta de 2,27% no ano. Entre os multimercados, os que investem pelo menos 40% em ativos internacionais caíram 0,18% no mês. No acumulado de 2026, porém, apresentam alta de 3,01%.
Na renda fixa, os fundos com 40% do portfólio em ativos internacionais tiveram alta de 0,82% em julho e acumulam ganho de 6,30% no ano.
O desempenho mais fraco ficou com os fundos de dívida externa, que mantêm pelo menos 80% do patrimônio em títulos públicos estrangeiros. A categoria caiu 2,35% em julho e acumula perda de 6,92% em 2026, sendo o único tipo da renda fixa com resultado negativo no ano. Os cambiais também registraram perdas, com queda de 1,39% em julho e de 4,98% no acumulado de 2026.











