O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta segunda-feira (31) em alta de 1%, aos 177.418,78 pontos, impulsionado principalmente pelas ações da Petrobras em meio à valorização do petróleo no mercado internacional.
A valorização de 2,71% do Brent, que encerrou a sessão a US$ 90,49 por barril, ocorreu em meio ao aumento das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã.
O movimento também foi favorecido pelo retorno dos investidores estrangeiros à Bolsa. Desde o dia 21, os estrangeiros ingressaram com pouco mais de R$ 4 bilhões na B3. No mesmo período, o índice acumulou alta de 3,7%, recuperando as perdas registradas durante agosto.
As eleições presidenciais também permaneceram no radar dos investidores. Pesquisas recentes mostraram maior competitividade de Flávio Bolsonaro (PL) diante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em simulações de segundo turno.
Na pesquisa Atlas/Bloomberg, Lula apareceu com 47,1% das intenções de voto, contra 42,6% de Flávio Bolsonaro. O resultado representa uma queda de 1,8 ponto percentual para Lula em relação ao levantamento anterior. Já na pesquisa BTG/Nexus, os dois aparecem em empate técnico em uma simulação de segundo turno.
Com o resultado do pregão, a Bolsa fechou agosto com queda de 0,33%. Em 2026, o Ibovespa registra alta de 10,11%.
Destaques do Ibovespa
As ações da Petrobras avançaram 4,23% (ON) e 3,38% (PN), na esteira da alta do petróleo. Indo na contramão, a Vale recuou 0,93%, mesmo diante da alta do minério de ferro na China.
No setor financeiro, a sessão foi positiva. Itaú avançou 0,84%, enquanto Bradesco subiu 0,64%. Banco do Brasil ganhou 2,83% e BTG Pactual teve alta de 2,11%. A exceção foi o Santander, que caiu 1,50%.
Entre as maiores altas do pregão ficaram MRV (+6,17%), Cyrela (+5,52%) e Santander (+1,83%). Já entre as quedas, estiveram Embraer (-1,82%), Minerva (-1,55%) e Santander (-1,50%).
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