O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quarta-feira (9) em queda de 0,93%, aos 185.629,04 pontos, pressionado pelo avanço do petróleo para acima de US$ 100 por barril e pela alta dos juros futuros no mercado doméstico.
A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã elevou o barril do tipo Brent a US$ 101,18, alta de 3,33%, na máxima desde julho, após o Irã afirmar ter atacado dez navios perto do Estreito de Ormuz, em resposta aos EUA, que afundaram cinco petroleiros iranianos.
Os juros futuros subiram, pressionando ações sensíveis a taxas de juros, como varejo e bancos. Além disso, o pregão foi de realização de lucros, após o Ibovespa acumular alta de mais de 5% no mês, conforme mostrou reportagem do InfoMoney.
A cautela aumentou com a crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF), envolvendo o afastamento de diretores da Polícia Federal, e com novas pesquisas eleitorais que mostram empate entre Lula e Flávio Bolsonaro, segundo o Estadão E-Investidor.
Destaques do Ibovespa
As ações da Petrobras subiram 0,85% (ON) e 0,69% (PN), apoiadas pela alta do petróleo. Já a Vale caiu 0,11%, em linha com a queda do minério de ferro na China, que recuou 0,27% em Dalian.
No setor financeiro, os papéis caíram, com Itaú perdendo 0,90%, Bradesco recuando 0,99% e Banco do Brasil caindo 0,09%.
Entre as maiores altas do dia ficaram CSN (+7,40%), SLC Agrícola (+6,11%) e CSN Mineração (+3,57%). Já entre as quedas, estiveram Vamos (-4,53%), Magazine Luiza (-4,46%) e Direcional (-4,37%).
Acompanhe o gráfico Ibovespa (em tempo real):











