O dólar fechou esta quinta-feira (10) em queda de 0,19%, a R$ 5,10, mesmo com a moeda avançando no exterior. No Brasil, investidores acompanharam sinais sobre o cenário eleitoral e possíveis mudanças na política econômica a partir de 2027.
Operadores atribuíram parte do movimento ao aumento das apostas em uma possível melhora de desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial.
Casas de aposta, como a Polymarket, indicaram avanço do candidato, enquanto o mercado também reagiu a rumores sobre uma pesquisa AtlasIntel com números favoráveis ao senador. Mais tarde, a divulgação do levantamento mostrou um cenário de empate técnico em um eventual segundo turno entre Flávio Bolsonaro, com 46,4% das intenções de voto, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 46,2%.
Na semana, a moeda americana registra queda de 0,55%. Em setembro, a baixa chega a 1,49%, após alta de 2,16% em agosto.
Petróleo aumenta pressão sobre juros nos EUA
No mercado internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de moedas fortes, subia cerca de 0,30% no fim da tarde, acima dos 99 mil pontos. O movimento ocorreu em meio ao avanço dos preços do petróleo. O contrato do Brent fechou em alta de 6,34%, a US$ 107,63 por barril.
A preocupação dos investidores é que a alta da commodity aumente a inflação global e leve o Federal Reserve (Fed) a adotar uma política monetária mais restritiva.
O mercado acompanha a divulgação do índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos (CPI, na sigla em inglês), dado considerado importante para a decisão do Fed sobre juros na próxima semana.
A ferramenta do CME Group apontava aumento das apostas de uma alta de 0,25 ponto percentual nos juros americanos na reunião do Fed de 16 de setembro, passando de cerca de 60% para quase 70%.
Banco Central vende US$ 1 bilhão no mercado
O Banco Central (BC) realizou nesta quinta-feira uma operação chamada de “casadão”, que combinou venda de dólares no mercado à vista e oferta de contratos de swap cambial reverso. Foram vendidos US$ 1 bilhão à vista, com seis propostas aceitas, além de 20 mil contratos de swaps cambiais reversos, equivalentes a aproximadamente US$ 1 bilhão.











