O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta quarta-feira (9) a quebra completa do sigilo das investigações do caso Master, classificando-o como “o maior crime financeiro da história do Brasil”.
Em publicação nas redes sociais, defendeu que a medida seja tomada com urgência e afirmou que a apuração deve atingir todos os envolvidos, “seja quem for, doa a quem doer”, conforme mostrou a Agência Brasil.
A crise ganhou força após o ministro André Mendonça, relator da Operação Compliance Zero no Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo de relatórios parciais da investigação. Entre os documentos divulgados estão 52 mensagens atribuídas pelos investigadores a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e enviadas ao ministro Alexandre de Moraes.
Segundo investigadores, os conteúdos indicariam proximidade entre o ex-banqueiro e o magistrado, que nega contato. Os documentos também mencionam um contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
Após a divulgação dos documentos, Moraes tornou público um relatório de inteligência da Polícia Federal (PF) que, segundo ele, aponta uma possível condução direcionada da investigação contra adversários políticos por parte de Mendonça.
CVM aplica multa de R$ 201 milhões ao Banco Master
Antes da crise no STF, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) havia condenado Daniel Vorcaro, o Banco Master e outras sete pessoas ou empresas relacionadas à instituição por uma operação considerada irregular no mercado de capitais. As multas aplicadas somam R$ 201 milhões.
O processo envolve operações relacionadas ao fundo imobiliário Brazil Realty, que, segundo a CVM, teria apresentado ativos avaliados com base em laudos considerados inconsistentes.
A autarquia estima que o prejuízo aos investidores tenha sido de aproximadamente R$ 5,8 milhões, concentrado em fundos de Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), que administram recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e benefícios de servidores públicos.
A defesa de Vorcaro e do Banco Master nega as irregularidades e afirma que as operações seguiram as regras do mercado.











