O dólar fechou esta quinta-feira (24) em alta de 0,49%, a R$ 5,19. O avanço ocorreu em meio à retomada dos preços do petróleo e a novos sinais de força da economia americana, que aumentaram as expectativas de manutenção de juros elevados pelo Federal Reserve (Fed).
Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank, o movimento do câmbio esteve ligado principalmente ao cenário externo. “Temos um movimento de valorização global do dólar e de alta dos juros dos Treasuries, impulsionados pela alta do petróleo”, afirmou ao Broadcast.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, avançava 0,18% por volta das 17h, aos 101,274 pontos, após atingir a máxima de 101,398 pontos. O indicador opera nos maiores níveis desde julho.
Os rendimentos dos Treasuries subiram após dados econômicos dos Estados Unidos reforçarem a percepção de uma economia ainda aquecida. Os pedidos semanais de auxílio-desemprego ficaram abaixo do esperado, enquanto as vendas de moradias novas em agosto superaram as projeções.
Duas dirigentes regionais do Fed, Beth Hammack, de Cleveland, e Anna Paulson, da Filadélfia, defenderam uma postura mais firme no combate à inflação, sinalizando apoio a juros mais altos nos Estados Unidos.
Em setembro, a moeda americana passou a registrar valorização de 0,26%. No ano, ainda acumula queda de 5,52%.
Petróleo sobe com tensão entre EUA e Irã
O petróleo voltou a pressionar o mercado de câmbio. O contrato do Brent para dezembro fechou em alta de 3,41%, a US$ 106,60 por barril, acumulando valorização de quase 4% na semana e de mais de 18% no mês.
Segundo informações da Reuters, EUA e Irã tentavam construir um entendimento para reabrir o Estreito de Ormuz, mas as cotações permaneceram em alta após o mercado avaliar os riscos relacionados ao fluxo de petróleo pela região.
A alta do petróleo também influencia o câmbio brasileiro por meio dos termos de troca, relação entre os preços dos produtos exportados e importados por um país.










