As bolsas da China, Coreia do Sul e Índia fecharam em forte queda nesta segunda-feira (28), em meio à alta do petróleo e ao aumento da preocupação com inflação e juros. O movimento levou os três mercados a operar sob pressão, enquanto investidores reduziram exposição a ativos considerados mais sensíveis ao cenário externo.
Na Coreia do Sul, o Kospi caiu 2,70%, para 6.889,74 pontos. O mercado retomou os negócios após um feriado e também foi pressionado pela queda das ações de fabricantes de semicondutores.
Na China continental, o Xangai Composto recuou 1,67%, para 3.823,62 pontos, enquanto o Shenzhen Composto caiu 3,07%, para 2.400,14 pontos. Já na Índia, o Nifty 50 perdeu 1,32%.
Petróleo acima de US$ 100 pressiona bolsas
O principal fator de pressão sobre as bolsas asiáticas foi a retomada da alta do petróleo após um novo impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã. No fim da madrugada, o Brent subia quase 3%, acima de US$ 100 por barril.
Esse movimento afetou também o mercado de títulos públicos. Os rendimentos dos papéis soberanos de prazos mais curtos do Japão e da Coreia do Sul chegaram aos maiores níveis em anos.
Pressões na China, Coreia do Sul e Índia
Além do petróleo, a Bolsa de Seul foi afetada pela queda das fabricantes de chips. Samsung e SK Hynix recuaram cerca de 5%, em meio à repercussão da decisão da OpenAI de pausar parte do treinamento de modelos avançados.
Como a Coreia do Sul tem empresas relevantes nesse segmento, movimentos nas expectativas para o setor geram um impacto direto sobre o índice acionário. A queda das duas companhias ampliou a pressão sobre o Kospi no retorno do feriado.
Na China continental, o mercado voltou a operar após um feriado sob pressão também de indicadores domésticos. Dados mostraram desaceleração significativa dos lucros industriais, aumentando a preocupação com o ritmo da atividade econômica.
O desempenho ocorreu apesar de um acordo de alívio tarifário anunciado por Estados Unidos e China após o encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping em Washington na semana passada.
O acerto envolve cerca de US$ 30 bilhões em importações de cada lado, mas o tema ficou em segundo plano diante da nova escalada dos preços do petróleo e das incertezas geopolíticas.
Na Índia, o Nifty 50 recuou 1,32%, acompanhando a pressão predominante nos mercados asiáticos. Como a terceira maior importadora de petróleo no mundo, a alta da commodity eleva os custos de produtos e serviços ligados à energia e ao transporte.
Apesar disso, o movimento dos preços do petróleo passou a dividir espaço com fatores domésticos na formação das expectativas para inflação e política monetária.
Outras bolsas asiáticas
Nem todos os mercados da região acompanharam a queda.
- Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,54%, para 24.642,51 pontos, interrompendo uma sequência de três pregões de baixa.
- Na Austrália, o S&P/ASX 200 avançou 0,17%, para 8.679,70 pontos.
- No Japão, o Nikkei caiu 0,73%, para 65.877,62 pontos.
- Em Taiwan, a bolsa permaneceu fechada por causa de um feriado.










