O dólar fechou esta terça-feira (30) em queda de 0,81%, a R$ 5,17. A moeda norte-americana acompanhou a redução da pressão no exterior e a expectativa de entrada de fluxo estrangeiro para ativos brasileiros. Segundo operadores, esse movimento técnico pode ter influenciado a volatilidade.
O real apresentou o melhor desempenho entre as moedas mais líquidas. Operadores atribuíram parte do movimento à possibilidade de entrada de recursos estrangeiros para ações brasileiras, diante da percepção de aumento das chances de vitória da oposição na corrida presidencial.
A moeda brasileira vinha sendo influenciada nas últimas semanas pelas expectativas em torno da eleição presidencial. O cenário de uma disputa mais equilibrada entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro passou a substituir a percepção anterior de maior vantagem do atual presidente.
A pesquisa Indexa/Broadcast, divulgada nesta terça-feira, mostrou Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 34% de Flávio Bolsonaro. Em um eventual segundo turno, o levantamento apontou 43% para o candidato petista e 42% para o candidato do PL, resultado considerado empate técnico pela margem de erro.
Dólar perde força após dados de inflação nos EUA
No exterior, o dólar apresentou recuperação parcial após ter recuado pela manhã. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana contra uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,12% por volta das 17h, aos 101,499 pontos, após mínima de 101,026 pontos.
Em setembro, o Dollar Index encerrou com alta superior a 2%, levando o avanço no ano para cerca de 3,20%.
Pela manhã, o DXY havia ensaiado queda após a redução das apostas em uma nova alta de juros pelo Federal Reserve (Fed) em outubro, após a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos Estados Unidos.
Fluxo estrangeiro volta ao mercado brasileiro
Dados divulgados pelo Banco Central (BC) indicaram retomada do interesse estrangeiro por ativos domésticos na semana passada. Entre 21 e 25 de setembro, o canal financeiro, que reúne investimentos estrangeiros em ações, renda fixa e outros ativos, registrou entradas líquidas de US$ 2,215 bilhões.
O resultado contribuiu para um saldo positivo de US$ 3,054 bilhões no período.
Apesar disso, o fluxo financeiro acumulado em setembro até o dia 25 permanecia negativo em US$ 4,025 bilhões, com saída líquida de US$ 4,624 bilhões no segmento financeiro.










