A Paranapanema (PMAM3) concluiu um acordo com credores do Acordo Global e liquidou R$ 3,94 bilhões, o equivalente a 92,3% da dívida total de R$ 4,27 bilhões, com desembolso de R$ 100 milhões em recursos novos. A companhia está em recuperação judicial desde 2022.
Para viabilizar a quitação anunciada nesta quarta-feira (30), a companhia transferiu aos credores o saldo de conta vinculada de aproximadamente R$ 41 milhões, o saldo judicial decorrente de cessão de direitos creditórios de aproximadamente R$ 185,3 milhões e um pagamento em dinheiro de R$ 100 milhões, proveniente da 11ª emissão de debêntures conversíveis.
O saldo remanescente de R$ 327,4 milhões será satisfeito exclusivamente com a monetização de nove direitos creditórios judiciais da companhia e de sua controlada CDPC, no prazo de 36 meses, sem comprometer o caixa operacional. Se os créditos não forem integralmente recebidos nesse período, a dívida será extinta mesmo assim.
Acordo de 2017 fracassou e levou a Paranapanema à recuperação judicial
O Acordo Global original foi celebrado em 8 de agosto de 2017 com os principais credores financeiros e previa pagamentos até 2028. No entanto, as premissas da reestruturação — manutenção de crédito com fornecedores tradings e venda de ativos não operacionais — não se concretizaram.
A companhia perdeu acesso a capital de giro, deixou de pagar as parcelas semestrais a partir de dezembro de 2022 e ajuizou o pedido de recuperação judicial em 30 de novembro do mesmo ano. Em 17 de abril de 2024, foi notificada do vencimento antecipado da dívida e, em 8 de outubro de 2025, a Cargill ajuizou ação de execução para excutir garantias do Acordo Global.
Com patrimônio líquido negativo de R$ 7,5 bilhões em 31 de dezembro de 2025, ativos essenciais onerados e severas restrições de liquidez, a diretoria negociou ao longo de 2026 com 11 credores nacionais e internacionais, entre eles:
- Cargill
- Banco do Brasil
- Bradesco
- Caixa Econômica Federal
- BNP Paribas
- Bank of China
- ING
- Scotiabank
- Sumitomo Mitsui Banking Corporation
- Zion
- BPS
A conclusão da transação soma-se a outros acordos relevantes celebrados em 2026 — Fundo BS (R$ 849,7 milhões), AXIA Energia (R$ 68,1 milhões) e Banrisul (R$ 48 milhões). Juntos, esses acordos e a Transação liquidaram mais de R$ 5,1 bilhões em passivos.
Nota de transparência: Este conteúdo contou com o auxílio de inteligência artificial na seleção e organização das informações, com base nas fontes citadas, e foi revisado por jornalistas antes da publicação.










