O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, acertou nesta terça-feira (6), em Goiânia (GO), o apoio de Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás e quinto colocado na disputa presidencial, com 2,18% dos votos válidos (2,6 milhões), para o segundo turno das eleições.
Flávio liderou o primeiro turno, com 47,03%, seguido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 45,16%. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.
Durante o discurso após o encontro, disse que o resultado das eleições para o Legislativo formou um Congresso que, em sua avaliação, terá maioria de direita. O PL foi o partido que mais elegeu senadores em 2026, com 19 das 54 vagas disputadas, passando a somar 28 cadeiras no Senado a partir de 2027.
“O Brasil me deu um Congresso muito mais à direita do que já é hoje. Com maioria no Senado para fazer o presidente do Senado, com maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara. Para a gente mudar a Constituição”, afirmou, conforme informações da Agência Brasil.
Para alterar a Constituição, porém, é necessário aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em dois turnos na Câmara e no Senado, com pelo menos três quintos dos votos em cada Casa. No Senado, isso representa 49 dos 81 parlamentares.
Lula quer aprovar fim da escala 6×1 antes do segundo turno
Enquanto Flávio articulava apoio em Goiás, Lula passou o dia em Brasília em reuniões com sua coordenação de campanha. No início da noite, o candidato à reeleição voltou a defender a aprovação da PEC que acaba com a escala 6×1.
A proposta reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, e estabelece dois dias de descanso por semana. O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em maio e passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em setembro.
Lula questionou se Flávio, que é senador, orientará a bancada do PL a votar contra a proposta. “Na hora que o Senado começar a votar, a máscara vai começar a cair. A gente vai ver quem quer que o povo tenha uma vida mais digna, que descanse mais, que possa cuidar da família”, disse.
A declaração faz parte da estratégia do candidato do PT de colocar a redução da jornada de trabalho entre os temas da campanha no segundo turno.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou, também nesta terça, o calendário para a análise da PEC. Antes da votação em primeiro turno, são necessárias cinco sessões de discussão. Três ocorrerão nesta semana e duas na próxima.
Com o cumprimento do rito, a votação em primeiro turno poderá ocorrer em 15 de outubro. Caso seja aprovada, serão necessárias outras três sessões de discussão antes da votação em segundo turno. Para ser aprovada no Senado, a PEC precisa de pelo menos 49 votos favoráveis em cada um dos dois turnos.










