O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quarta-feira (7) em queda de 0,74%, aos 204.302,33 pontos, pressionado por ajustes de posições após o rali do início da semana e por um ambiente de menor apetite ao risco no exterior.
Foi a segunda sessão consecutiva de queda após o índice atingir máximas históricas na segunda-feira (5), em reação ao resultado do primeiro turno das eleições.
No exterior, as bolsas norte-americanas operaram em queda e os ativos de países emergentes também perderam espaço. O EEM, ETF negociado nos Estados Unidos que reúne ações de mercados emergentes, recuou 1,3%.
Hoje, o volume financeiro ficou em aproximadamente R$ 40 bilhões. Mesmo com a correção das últimas duas sessões, o Ibovespa acumula alta de 9,64% em outubro e de 26,8% no ano.
Small caps ganham espaço
Apesar da queda do Ibovespa, o desempenho das ações não foi uniforme. Em fala ao Broadcast, Guilherme Miranda, head de execução e trading da Angatu Private, disse que as small caps vêm apresentando desempenho relativo melhor após negociarem com desconto durante os últimos meses.
Além das empresas de menor capitalização, setores mais ligados à atividade doméstica, como varejo, consumo e imobiliário, também têm sido acompanhados pelo mercado diante da possibilidade de mudanças nas expectativas para a Selic.
Destaques do Ibovespa
Das ações de maior peso, somente a Petrobras terminou em alta, subindo 1,25% (ON) e 0,95% (PN), mesmo com a queda do petróleo no mercado internacional. Já a Vale recuou 2,30%, ainda sem a referência do minério de ferro negociado em Dalian devido ao feriado na China.
Os principais bancos também fecharam no vermelho. O Bradesco caiu 3,68%, o Itaú perdeu 2,66% e o BTG Pactual recuou 2,52%. O Banco do Brasil (BBAS3) caiu 1,87%, enquanto o Santander teve baixa de 1,01%.
Entre as maiores altas do dia ficaram Magazine Luiza (+5,09%), Tenda (+4,89%) e Cury (+4,77%). Já entre as quedas, estiveram Natura (-9,03%), Embraer (-5,11%) e Hapvida (-4,59%).










