O dólar fechou esta quarta-feira (7) em alta de 0,72%, a R$ 5,01. A alta da moeda norte-americana e a elevação dos rendimentos dos Treasuries pressionaram o real, enquanto investidores também realizaram parte dos ganhos obtidos após o primeiro turno das eleições.
Hoje, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana contra uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,46% por volta das 17h, após atingir a máxima de 102,499 pontos. A taxa da T-note de dez anos estava em 5,28%, em leve queda, depois de atingir 5,36%, o maior nível em 24 anos.
Os preços do petróleo também avançaram, mas perderam força ao longo do dia. O contrato do Brent para dezembro chegou a superar US$ 100 por barril.
O movimento do câmbio também refletiu uma realização de parte dos ganhos obtidos pelo real após o primeiro turno das eleições. Em fala ao Broadcast, Eduardo Velho, economista-chefe da Bravante Capital, avaliou que o câmbio já incorporou parte do impacto do fluxo estrangeiro e da redução do prêmio de risco associado ao chamado “trade eleitoral”.
Flávio Bolsonaro recebeu, após o primeiro turno, o apoio dos candidatos derrotados Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), além do endosso do PP e do União Brasil. Também negocia apoio de Republicanos e Podemos.
Agora, o mercado aguardava ainda a primeira pesquisa Datafolha sobre o segundo turno, prevista para esta quinta-feira (8).
Dólar acompanha cenário fiscal após eleição
A expectativa para a política fiscal permanece entre os principais fatores domésticos acompanhados pelos investidores. Mudanças na percepção sobre a sustentabilidade das contas públicas podem alterar o prêmio de risco dos ativos brasileiros e influenciar o câmbio.
Segundo o Goldman Sachs, após o primeiro turno, a trajetória dos preços dos ativos deve depender dos sinais das pesquisas, das declarações dos candidatos sobre cargos importantes no governo e de indicações mais detalhadas sobre a estratégia fiscal.










