O dólar à vista registrou o segundo dia consecutivo de valorização, fechando próximo à marca de R$ 5, o que não era visto desde o final de outubro. Este movimento, que pode ser atribuído à busca por posições defensivas antes do Carnaval e à possível saída de recursos da bolsa local, reflete principalmente o fortalecimento global da moeda americana.
Expectativas sobre cortes de juros nos EUA e impacto nas moedas emergentes
As moedas emergentes, especialmente as latino-americanas, têm enfrentado pressão nos últimos dias devido às mudanças nas expectativas sobre o início e a magnitude do ciclo de cortes de juros nos Estados Unidos. Essa alteração nas perspectivas, com a possibilidade de uma redução inicial dos juros em maio ao invés de março, tem impactado diretamente o comportamento do dólar frente a outras moedas.
Influência dos indicadores econômicos americanos
Dados como os números semanais de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, que indicam um mercado de trabalho apertado, e as declarações dos dirigentes do Fed reforçam a perspectiva de uma postura mais conservadora do Banco Central americano.
Fatores locais e impacto no mercado cambial
A alta do dólar foi notada desde a abertura dos negócios e ganhou força especialmente no início da tarde, ultrapassando a marca de R$ 5,00. No fechamento, a moeda apresentava uma valorização de 0,53%, cotada a R$ 4,9948, o maior valor desde o final de outubro do ano passado.











