A CSN Mineração (CMIN3) teve um prejuízo líquido de R$ 357 milhões no primeiro trimestre de 2025, revertendo o lucro de R$ 558 milhões obtido no mesmo período de 2024, conforme balanço divulgado pela companhia nesta quinta-feira (8).
No trimestre anterior, a empresa obteve lucro superior a R$ 2 bilhões. A virada para o vermelho é atribuída principalmente pelo efeito da variação cambial negativa sobre o caixa em moeda estrangeira, devido à desvalorização do real frente ao dólar.
Às 11h16 (horário de Brasília) os papéis CMIN3 figuravam as maiores baixas do Ibovespa, em queda de 5,7%, a R$ 5,79,
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CSN Mineração anuncia dividendos bilionários
O Conselho de Administração da CSN Mineração aprovou a distribuição de R$ 1,3 bilhão em proventos, referentes à antecipação do dividendo mínimo obrigatório. Serão pagos:
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- R$ 1,09 bilhão em dividendos intermediários, o equivalente a R$ 0,200661 por ação
- R$ 210 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP), correspondentes a R$ 0,038659 por ação.
Terão direito aos proventos os acionistas posicionados em 12 de maio de 2025 e as ações serão negociadas ex-dividendos a partir de 13 de maio.
O pagamento será feito até 31 de dezembro, em data a ser anunciada posteriormente pela companhia.
Receita avança na comparação anual
A receita líquida ajustada da companhia foi de R$ 3,41 bilhões, representando um crescimento de 21,7% em relação ao primeiro trimestre de 2024, quando foi de R$ 2,81 bilhões.
Na comparação com o quarto trimestre de 2024, houve queda de 12,7%, reflexo da sazonalidade e do excesso de chuvas, que impactaram o volume de minério transportado.
A receita líquida por tonelada ficou em US$ 61,96, estável frente aos trimestres anteriores, o que indica menor volatilidade nos preços do minério de ferro no período.
Já o Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 1,43 bilhão, alta de 27,1% na comparação com os R$ 1,12 bilhão registrados no mesmo período do ano anterior.
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Custo sobe com minério de maior qualidade
O custo dos produtos vendidos (CPV) atingiu R$ 2,24 bilhões, aumento de 18,4% frente ao mesmo período do ano passado.
Em relação ao quarto trimestre, a alta foi de 5,3%, devido à maior compra de minério com alto teor de ferro, cujo frete é mais elevado.
O custo C1, que representa o custo caixa por tonelada produzida (excluindo investimentos e despesas financeiras), ficou em US$ 21/t. Houve uma leve alta de 2,9% em relação ao trimestre anterior, mas uma queda de 11% frente à comparação anual, refletindo ganhos de eficiência operacional.
Lucro da CSN Mineração avança na base anual
O lucro bruto da CSN Mineração foi de R$ 1,17 bilhão, com margem bruta de 34,4%. Na comparação anual, o lucro bruto subiu 28,4%, e a margem cresceu 1,8 ponto percentual.
Já frente ao trimestre anterior, o lucro bruto caiu 34,1%, influenciado pela menor diluição de custos fixos, dado o menor volume produzido e vendido no período.
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SG&A e resultado financeiro
As despesas gerais e administrativas (SG&A) totalizaram R$ 57,6 milhões, com aumento de 16,9% frente ao trimestre encerrado em dezembro, motivado por fatores pontuais. Na comparação anual, houve queda de 21,1%, mesmo com maior volume de vendas.
O resultado financeiro foi negativo em R$ 1,32 bilhão, impactado pela desvalorização do real, que reduziu o valor em reais do caixa em dólares da empresa.
O resultado de equivalência patrimonial também recuou, totalizando R$ 37 milhões, queda de 16,4% frente ao trimestre anterior, devido à sazonalidade e à menor movimentação na ferrovia MRS, da qual a CSN Mineração é acionista.











