Após cerca de quatro meses de negociações e 16 dias de paralisação em parte das operações, a Petrobras (PETR3; PETR4) encerrou a greve dos petroleiros com a adesão da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) à contraproposta da companhia, selando o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2025-2027 e afastando o risco de dissídio no Tribunal Superior do Trabalho.
Na fase inicial das negociações, a Petrobras propôs a reposição de 80% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 2025 e a correção integral pelo mesmo índice em 2026.
Posteriormente, a empresa revisou os termos e passou a oferecer reajuste correspondente a 100% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do último período, acrescido de 0,5% de aumento real.
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Participação dos sindicatos
Antes da decisão da FNP, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) já haviam concordado com a proposta apresentada pela estatal.
Ainda assim, categorias ligadas à FNP mantinham a paralisação, inclusive em operações localizadas na Bacia de Santos, região que concentra a maior parcela da extração de petróleo e gás natural do país.
A FNP representa cerca de 20% do quadro de funcionários da Petrobras. Com a assinatura do ACT pela FNP e pela FUP no dia 30, foi afastada a necessidade de julgamento de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST), que estava agendado para esta sexta-feira (2), em Brasília. O dissídio é acionado quando não há consenso entre empresa e trabalhadores.
Motivações da greve na Petrobras
A greve teve como pano de fundo divergências relacionadas ao déficit do fundo de pensão dos empregados, além de alterações sugeridas pela companhia na política de remuneração e outros pontos do acordo trabalhista.
Em comunicado, a FNP declarou: “Não foi apenas uma greve por índices salariais e direitos, foi também uma disputa de rumos da política da Petrobras. Sob o lema ‘Menos Acionista, Mais ACT (Acordo Coletivo de Trabalho)’, enfrentamos a lógica que prioriza dividendos em detrimento de quem sua a camisa de verdade dentro da empresa”.
A federação também ressaltou que demandas consideradas centrais, como a recomposição das perdas salariais acumuladas desde os governos Temer e Bolsonaro, não foram atendidas.
Segundo a entidade, em 2019 houve reajuste equivalente a 70% do INPC e, em 2020, não ocorreu correção. “Não recompôs nosso salário dos ataques da ultradireita”, afirmou a FNP.
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Em nota, a Petrobras confirmou o encerramento da greve após a concordância de todos os sindicatos e reforçou que as atividades operacionais permaneceram preservadas durante o período de paralisação.





