As ações da Smart Fit (SMTF3) disparam acima de 11% nesta quinta-feira (7), impulsionadas pelos resultados do primeiro trimestre acima das expectativas do mercado. A rede de academias registrou lucro líquido de R$ 172,2 milhões entre janeiro e março, valor que representa alta de 42,3% em relação ao mesmo período do ano passado.
A receita líquida da companhia somou R$ 2,1 bilhões, crescimento anual de 25,2%. Essa foi a primeira vez que a companhia superou a marca de R$ 2 bilhões em faturamento em um único trimestre.
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De acordo com a Smart Fit, o avanço foi sustentado pela expansão de 20% da rede média de unidades próprias da marca e pela maturação das academias abertas nos últimos períodos. No trimestre, a receita líquida dessas unidades alcançou R$ 1,85 bilhão, refletindo principalmente o aumento de 8% na base média de alunos nas academias.
Outro destaque do balanço foi o avanço da linha de receitas classificada como “Outras”, que dobrou de tamanho na comparação anual e passou a representar 9% da receita líquida da companhia.
Essa linha inclui royalties recebidos das franquias da Smart Fit no Brasil e no exterior, com exceção do México, além das receitas de outras marcas operadas pelo grupo. Entre elas estão TotalPass Brasil, Queima Diária, Studios, FitMaster e TotalPass México.
Sucesso na expansão da rede Smart Fit
A Smart Fit encerrou março com 2.113 academias em operação distribuídas em 16 países, expansão que corresponde a um avanço de 20% em relação ao mesmo período do ano passado.
Nos últimos 12 meses, a empresa adicionou 354 unidades à rede, número recorde para o período. A base de alunos atingiu 5,6 milhões, crescimento de 6% na comparação anual.
Em relação ao ritmo de expansão, a companhia abriu 51 academias no acumulado do ano. Ao fim do trimestre, havia 108 unidades em construção e 170 contratos assinados, totalizando um pipeline de 329 academias.
O número está próximo do guidance divulgado pela empresa para 2026, que prevê a abertura de 330 a 350 academias no ano, sendo aproximadamente 80% próprias. No mesmo período do ano passado, esse pipeline era de 398 academias.
Lucro recorrente e Ebitda avançam
O lucro líquido recorrente da Smart Fit atingiu R$ 207 milhões no primeiro trimestre, avanço de 47% na comparação anual.
Já o Ebitda ajustado, indicador utilizado pelo mercado para medir a geração operacional de caixa antes de juros, impostos, depreciação e amortização, alcançou R$ 671,8 milhões no período, alta de 29% em relação ao mesmo trimestre de 2025.
A margem Ebitda ficou em 32%, acima dos 31% registrados um ano antes. O indicador mostra quanto da receita líquida se transforma em resultado operacional.
Dívida líquida sobe no trimestre
A companhia encerrou março com dívida líquida de R$ 4,18 bilhões, acima dos R$ 4,08 bilhões registrados ao final de dezembro de 2025.
A alavancagem financeira, indicador que mede a relação entre dívida líquida e Ebitda da empresa, ficou em 1,14x.
Itaú BBA vê fim das revisões negativas para Smart Fit
O Itaú BBA destaca surpresa com o resultado no primeiro trimestre: “A Smart Fit apresentou um 1T26 melhor do que o esperado, superando tanto nossas estimativas quanto o consenso dos analistas em um momento em que os investidores se preparavam para números mais fracos após a recente desvalorização das ações”, avaliou o banco.
Segundo o relatório, o lucro por ação (EPS, na sigla em inglês) ficou 30% acima da estimativa do Itaú BBA e 18% superior ao consenso dos analistas.
O banco atribuiu o desempenho principalmente a dois fatores: custos por academia no Brasil abaixo do esperado, combinados com crescimento e monetização mais fortes do TotalPass, além de despesas financeiras menores do que o previsto devido à gestão de passivos da companhia.
Em suas estimativas, o Itaú BBA declara que “após vários trimestres de revisões para baixo nas projeções de lucros, o primeiro trimestre de 2026 deve, pelo menos por enquanto, interromper o ciclo de revisões negativas – um cenário favorável para uma ação negociada a cerca de 10 vezes o lucro por ação projetado para 2027 e que oferece um rendimento de fluxo de caixa livre (FCF) pré-expansão de 17%”.
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Número de alunos por academia segue como alerta
Apesar da reação positiva do mercado, o Itaú BBA apontou que o principal ponto de atenção continua sendo o declínio no número de membros por academia consolidada no Brasil.
Segundo o banco, esse indicador teria piorado em relação ao quarto trimestre de 2025 e continuado a pressionar as métricas de receita e lucro bruto das academias consolidadas.











