O Grupo Toky, controlador das redes Tok&Stok e Mobly, deu mais um passo em seu processo de reestruturação financeira. A companhia informou nesta segunda-feira (15) que a 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo autorizou o processamento de seu pedido de recuperação judicial, estendendo a medida também às suas subsidiárias.
Entre os principais credores da empresa estão Banco do Brasil, Bradesco e Santander. Em comunicado ao mercado, a empresa afirmou que continuará informando investidores e acionistas sobre os próximos passos do processo e sobre a evolução da reestruturação financeira.
“A companhia manterá seus acionistas e o mercado informados sobre o desenvolvimento dos assuntos relacionados a este fato relevante e a respeito do desenvolvimento da recuperação judicial”, afirmou a empresa em comunicado.
Dona da Tok&Stok declarou dívidas de R$ 1,11 bilhão em maio
A aprovação do processo ocorre cerca de um mês após o Grupo Toky solicitar recuperação judicial. Na ocasião, a companhia declarou dívidas de R$ 1,11 bilhão e informou que a medida buscava preservar as operações, proteger a liquidez e viabilizar uma reorganização do passivo.
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Segundo a empresa, o pedido foi apresentado após as tentativas de renegociação das dívidas junto aos credores não terem sido suficientes para reverter o quadro financeiro.
Em comunicado, a companhia afirmou que, apesar dos esforços da administração para reestruturar o endividamento da Tok&Stok, o passivo do grupo continuou crescendo.
“Apesar dos esforços empregados pela administração na negociação da reestruturação do endividamento junto aos credores da controlada Tok&Stok, o alto endividamento do grupo persiste e vem se agravando, circunstância que exige a adoção urgente de medidas adicionais destinadas a preservar suas atividades, proteger sua liquidez e permitir a implementação de uma reestruturação ordenada de seu endividamento e de sua estrutura de capital”, informou.
Cenário macroeconômico pressionou operações do Grupo Toky
Ao anunciar o pedido de recuperação judicial em maio, a companhia atribuiu sua situação financeira a um ambiente macroeconômico mais desafiador.
Entre os fatores citados pela empresa estão as taxas de juros ainda elevadas, o maior nível de endividamento das famílias e condições de crédito mais restritivas, que impactaram o desempenho dos negócios e dificultaram o processo de recuperação financeira.
A companhia também destacou que a recuperação judicial tem como objetivo preservar as atividades do grupo, reforçar a liquidez e criar condições para uma reestruturação organizada das dívidas e da estrutura de capital.
Mercado reagiu ao pedido de RJ do Grupo Toky
O anúncio da recuperação judicial provocou forte reação dos investidores quando foi divulgado, em maio. Naquele momento, as ações da companhia chegaram a despencar mais de 30%, refletindo as preocupações do mercado com o elevado endividamento do grupo e os desafios para sua reestruturação financeira.











