As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em queda nesta quinta-feira (16), em um pregão marcado pelo terceiro acionamento do circuit breaker (suspensão temporária das negociações) na Bolsa da Coreia do Sul em julho. O movimento ocorreu após o Banco da Coreia (BoK) elevar os juros pela primeira vez desde janeiro de 2023.
A decisão de subir a taxa em 25 pontos-base, para 2,75%, no entanto, não representa uma mudança importante na condução da política monetária do país asiático e, segundo o Banco Central, ocorre em meio ao aumento das pressões inflacionárias provocadas pelo conflito entre Estados Unidos e Irã.
O índice Kospi liderou as perdas na região, em queda de 6,37%, para 6.820,60 pontos. A liquidação foi puxada pelas gigantes do setor de semicondutores Samsung Electronics, cujas ações caíram 8,77%, e SK Hynix, que despencaram 11,53%.
As duas fabricantes respondem por mais da metade da capitalização de mercado do Kospi e vêm apresentando forte volatilidade diante das incertezas sobre o retorno dos investimentos bilionários em inteligência artificial (IA), tema que continua no centro das atenções dos investidores.
Nunca foi tão fácil ficar atualizado sobre finanças, economia e investimentos. Assine gratuitamente
Decisão do BoK amplia foco sobre política monetária global
A decisão do Banco da Coreia (BoK) pela alta dos juros encerra um período de estabilidade da política monetária sul-coreana, adotado após um ciclo anterior de flexibilização.
Com a decisão, a autoridade monetária sinaliza uma postura mais cautelosa diante do cenário econômico, utilizando a taxa básica como instrumento para preservar a estabilidade financeira e responder às mudanças nas condições econômicas internas e no ambiente global.
A medida tende a influenciar a percepção de risco dos investidores em relação às economias asiáticas e a outros mercados emergentes, podendo favorecer a valorização da moeda local e aumentar a atratividade dos títulos públicos.
Desempenho negativo segue além dos mercados na Coreia do Sul
O desempenho negativo também atingiu outros mercados asiáticos. No Japão, o índice Nikkei caiu 2,79%, para 66.835,54 pontos, enquanto o Taiex, de Taiwan, registrou leve baixa de 0,01%, aos 45.624,98 pontos.
Após o encerramento do pregão em Taipé, a fabricante taiwanesa de semicondutores TSMC, frequentemente vista como um termômetro da indústria global de chips e do avanço da inteligência artificial, anunciou investimentos adicionais de US$ 100 bilhões para ampliar sua capacidade de produção de semicondutores nos Estados Unidos.
A companhia também informou ter registrado lucro recorde no último trimestre, reforçando sua posição no mercado global de semicondutores.
Bolsas chinesas recuam, enquanto Hong Kong sobe com Alibaba
Na China, o pregão também terminou em baixa. O índice Xangai Composto caiu 1,85%, para 3.882,41 pontos, enquanto o Shenzhen, de composição mais restrita, recuou 1,51%, para 2.568,83 pontos.
Na contramão dos demais mercados asiáticos, o índice Hang Seng, de Hong Kong, avançou 1,33%, aos 25.008,60 pontos. O desempenho foi impulsionado pela valorização de 3,6% das ações do Alibaba, depois que o regulador chinês do ciberespaço aprovou a ferramenta Apple Intelligence para uso na China.
Segundo um porta-voz do Alibaba, o modelo de inteligência artificial Qwen será integrado ao Apple Intelligence, notícia que impulsionou os papéis da companhia no mercado de Hong Kong.











