O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da primeira semana de dezembro de 2024 não apresentou variação em relação à última apuração. O índice, que mede a variação de preços ao consumidor em sete capitais brasileiras, acumula alta de 3,68% nos últimos 12 meses, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira (9).
A maior influência para o resultado veio do grupo Habitação, cuja taxa subiu de -1,99% na última semana de novembro para -1,65% na atual leitura. O destaque dentro desse grupo foi a tarifa de eletricidade residencial, que teve uma variação de -8,76% para -7,35%.
Outros setores em alta no IPC-S
Seis entre as oito classes de despesa registraram aceleração em suas taxas de variação. Entre elas:
- Despesas Diversas: de 0,82% para 1,11%, com aumento nos preços dos cigarros (7,01% para 8,71%).
- Transportes: de 0,12% para 0,23%, impulsionado pela tarifa de táxi (0,57% para 2,89%).
- Alimentação: de 1,09% para 1,16%, com destaque para a menor queda nos preços das frutas (-1,28% para -0,59%).
- Educação, Leitura e Recreação: de 0,02% para 0,12%, puxado por shows musicais (1,60% para 2,37%).
- Saúde e Cuidados Pessoais: de 0,11% para 0,12%, com leve alta nos preços dos medicamentos (0,02% para 0,06%).
Setores que registraram queda da inflação
Entre os setores analisados, dois grupos contrariaram a tendência de inflação:
- Vestuário: apresentou recuo, passando de 0,08% para -0,23%, influenciado pela redução dos preços de calçados masculinos (0,25% para -0,94%).
- Comunicação: manteve a mesma taxa de 0,06% da última apuração. No entanto, apresentou variações pontuais, como o aumento na tarifa de telefone residencial (0,19% para 0,28%) e a redução no preço da mensalidade para internet (0,56% para 0,44%).
*Com informações da agência de notícias CMA











