A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 0,87% em dezembro, após registrar alta de 1,18% em novembro. Os números ficaram abaixo da expectativa do mercado, que projetava um avanço de 0,92%. , conforme divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), nesta terça-feira (7).
A desaceleração em dezembro foi influenciada principalmente pela redução nos preços de produtos agropecuários e de algumas commodities importantes, como soja e bovinos.
No acumulado de 2024, o índice subiu 6,86%, em contraste com 2023, quando houve queda acumulada de 3,30%.
Segundo André Braz, economista do FGV IBRE, o recuo do índice não foi mais expressivo devido às pressões inflacionárias captadas pelo IPC, principalmente em relação aos preços dos alimentos, e no setor de construção civil.
Alimentos pressionam inflação (IGP-DI)
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que compõe cerca de 60% do IGP-DI, registrou alta de 1,08% em dezembro, abaixo dos 1,66% de novembro. A desaceleração foi impulsionada pela queda nos preços de produtos agropecuários, com destaque para soja em grão (-3,63%) e bovinos (-2,04%).
Entretanto, itens como café em grão (+27,15%) e minério de ferro (+6,24%) pressionaram o índice, limitando um recuo maior.
Os bens finais, outro componente do IPA, desaceleraram de 1,33% em novembro para 0,79% em dezembro. O subgrupo alimentos processados foi o principal responsável por esse resultado, passando de 3,80% para 1,61%.
Custos da construção civil pressionam o índice
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve alta de 0,50% em dezembro, acima dos 0,40% de novembro, puxado por materiais e equipamentos (+0,58%).
Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que reflete o impacto da inflação para as famílias, avançou 0,31% em dezembro. A alta foi influenciada pelos preços dos alimentos (+1,14%) e pela recuperação das tarifas de energia elétrica (-2,75% em dezembro, após queda de -8,76% em novembro).
Seis das oito categorias que compõem o IPC registraram aceleração, com destaque para transporte, saúde e vestuário.
*Com informações da agência de notícias CMA.











