A inflação medida pelo Índice Geral de Preços — Disponibilidade Interna (IGP-DI) avançou 1,18% em novembro, conforme divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado veio acima da expectativa de mercado, de 0,98%, e representa uma desaceleração frente à alta de 1,54% registrada em outubro.
Com o desempenho de novembro divulgado nesta sexta-feira (6), o índice acumula alta de 5,94% no ano e 6,62% nos últimos 12 meses. O núcleo do IPC, que exclui itens de alta volatilidade, subiu 0,28% em novembro, enquanto o índice de difusão, que mede a proporção de itens com alta nos preços, recuou para 58,71%, abaixo dos 59,35% de outubro.
Segundo o economista Matheus Dias, do FGV IBRE, a desaceleração foi puxada pela redução nos preços de commodities agrícolas e pela adoção da bandeira tarifária amarela na energia elétrica. “No índice de custo da construção, o recuo também foi influenciado pela desaceleração nos custos com mão de obra”, explicou Dias.
Desempenho dos componentes do IGP-DI
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação de preços no atacado e representa 60% da composição do IGP-DI, subiu 1,66% em novembro, desacelerando em relação ao avanço de 2,01% em outubro.
Entre os destaques do IPA, os Bens Intermediários subiram 0,40%, com influência dos combustíveis e lubrificantes para a produção. Já as Matérias-Primas Brutas avançaram 3,38%, com destaques para o café em grão (13,25%) e suínos (8,16%).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação no varejo e compõe 30% do IGP-DI, registrou deflação de 0,13% no mês, após alta de 0,30% em outubro.
Entre os destaques de queda estão a tarifa de eletricidade residencial (-8,76%) e artigos de higiene pessoal (-0,61%). Por outro lado, itens como carnes bovinas (6,94%) e cigarros (7,01%) apresentaram alta.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que representa 10% do índice geral, subiu 0,40%, também desacelerando frente aos 0,68% registrados no mês anterior.
*Com informações da agência de notícias CMA.











