O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) ficou praticamente estável em junho, ao recuar 0,1 ponto e encerrar o mês em 88,7 pontos, mas, segundo a economista Anna Carolina Gouveia, da Fundação Getulio Vargas (FGV), os consumidores estão mais pessimistas com o futuro.
Na média móvel trimestral, os dados divulgados nesta quarta-feira (24) pela FGV/Ibre mostram que o indicador avançou 0,2 ponto, chegando a 88,9 pontos.
“Se, por um lado, os indicadores de intenção de compra de duráveis e situação financeira futura sugerem um consumidor mais pessimista, para os próximos meses o indicador de situação financeira atual sugere uma melhora na percepção do orçamento do momento”, disse Anna Carolina.
Também houve variação no sentimento de acordo com a faixa de renda. A confiança aumentou entre os consumidores das duas faixas de menor renda, enquanto houve queda entre aqueles com rendimento mensal superior a R$ 4.800,01.
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Consumidor mais pessimista com o futuro
Segundo a economista, a melhora na percepção do orçamento das famílias atualmente pode estar relacionada à força do mercado de trabalho e às políticas de renegociação de dívidas. Ainda assim, esses fatores não foram suficientes para reverter a piora das expectativas.
O Índice de Situação Atual (ISA), que mede a percepção sobre o momento presente, subiu 0,9 ponto, para 87 pontos. Foi a terceira alta consecutiva do indicador, que atingiu o maior nível desde outubro de 2014.
Já o Índice de Expectativas (IE), que mede a percepção para os próximos meses, caiu 0,9 ponto, para 90,4 pontos.
Intenção de compra de duráveis perde força
Entre os componentes do índice, a intenção de compra de bens duráveis registrou a maior queda do mês, com recuo de 3 pontos, para 80 pontos.
O indicador de situação financeira futura das famílias também diminuiu 1,7 ponto, para 87,7 pontos, reforçando uma visão mais cautelosa em relação ao orçamento nos próximos meses.
Em contrapartida, a avaliação da situação financeira atual avançou 2,3 pontos, para 79 pontos. A percepção sobre a situação econômica local futura também melhorou, com alta de 2,4 pontos, para 105,3 pontos. Já a avaliação da situação econômica local no momento atual apresentou leve recuo de 0,4 ponto, para 95,4 pontos.











