O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, encerrou a sessão desta segunda-feira (12) beirando a estabilidade, em leve alta de 0,04%, aos 136.563 pontos.
A queda no desempenho do índice, segundo analistas, pode estar relacionada à diminuição do fluxo de investimento estrangeiro após o acordo entre China e Estados Unidos, com o retorno do apetite por ativos de risco.
O acordo entre os países estabelece uma trégua nas tarifas recíprocas por 90 dias, quando as alíquotas sobre importação passarão de 125% para 10%, além das tarifas adicionais de 20% sobre produtos chineses; tempo para que as demais negociações aconteçam.
No mercado internacional, além da repercussão do acordo comercial entre as maiores economias mundiais, a agenda destaca os dados de inflação ao consumidor nos EUA (IPC), com projeção de estabilidade em 2,4% em abril na base de comparação anual.
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Apesar de o acordo comercial ter amenizado os temores de uma recessão norte-americana, os dados de inflação ainda podem ser preocupantes, com impactos negativos na economia.
No Brasil, a expectativa está voltada principalmente para a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que pode sinalizar o fim do ciclo de aperto da Selic a 14,75% e a próxima decisão sobre os juros em junho.
Além disso, destaque para os resultados corporativos divulgados após o fechamento do mercado, como o da Petrobras, que podem ditar o tom do desempenho do Ibovespa nesta terça-feira (13).
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Manchetes desta manhã
- Trégua entre EUA e China sobre tarifas traz alívio aos mercados (Valor)
- INSS: Governo começa hoje a notificar aposentados, vítimas de descontos indevidos (O Globo)
- Xi Jinping faz crítica velada aos EUA em primeira fala depois de acordo (CNN)
- EUA reduzem tarifas sobre pequenas encomendas da China para 54% (Valor)
Mercado global
As Bolsas da Europa operam estáveis em meio ao otimismo com o acordo entre EUA e China, economia regional e os lucros corporativos.
Dados econômicos da região mostraram desaceleração adicional no mercado de trabalho britânico. A taxa de desemprego mais recente subiu de 4,4% para 4,5% nos três meses até março.
Já o índice Zew de sentimento econômico sinalizou otimismo e recuperação (25,2, de -14,0 em abril).
Na Ásia, os mercados fecharam com desempenho misto, com o sentimento de cautela renovado após o otimismo inicial provocado pela trégua comercial EUA-China.
Após o acordo inicial na Suíça nesse final de semana, os mercados aguardam reuniões nas próximas semanas para estabelecimento de um acordo comercial mais amplo.
Em Nova York, os índices futuros abriram em baixa, após a forte alta registrada na véspera, e com expectativa paraa a divulgação dos dados de inflação ao consumidor de abril.
Confira os principais índices do mercado:
• S&P 500 Futuro -0,3%
• STOXX 600 +0,2%
• FTSE 100 +0,2%
• Nikkei 225 +1,4%
• Shanghai SE Comp. +0,2%
• MSCI EM -0,7%
• Dollar Index -0,2%
• Yield 10 anos -2,6bps a 4,4452%
• Bitcoin +0,7% a US$ 103460,56
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Commodities
- Petróleo: sobe após acordo EUA-China, mas limitado por oferta e cautela. O brent/julho sobe 0,74%, a US$ 65,44 e o WTI/junho avança 0,87%, a US$ 62,49.
- Minério de ferro: cai 0,6% em Singapura, a US$ 99,4 a tonelada, após subir 3% nesta segunda-feira (12).
Cenário internacional
Nos Estados Unidos, o indicador econômico mais importante do dia, o CPI dos EUA, será informado às 9h30, com projeção do consenso do mercado de alta de 0,3% na comparação mensal e de 2,4% na anual.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou à CNBC que as negociações com a China continuarão nas próximas semanas. Segundo ele, a próxima rodada buscará um acordo mais abrangente, com foco na proteção da indústria de aço, semicondutores e farmacêutica dos EUA.
Já a China removeu a proibição de recebimento de aviões da Boeing pelas companhias aéreas.
Cenário nacional
No Brasil, o foco do dia está na divulgação da ata da última decisão do Copom, divulgada há pouco pelo Banco Central. A taxa básica de juros, Selic, foi ajustada para 14,75% ao ano.
No documento, o comitê enfatizou que os vetores inflacionários seguem adversos e que o cenário prescreve política monetária em patamar significativamente contracionista por período prolongado.
A agenda do dia também traz o leilão de LFTs e NTN-Bs do Tesouro, às 11h45.
No cenário geopolítico e econômico, o presidente Lula anunciou ontem R$ 27 bilhões em investimentos previstos no Brasil, fruto de acordos firmados entre empresas chinesas e a Apex.
No Senado, foi protocolado o pedido de CPI mista sobre a fraude no INSS e o governo começa a notificar hoje os aposentados vítimas da fraude.
Para hoje, estão previstos os balanços da JBS, Raízen, SLC Agrícola, CVC, Santos Brasil, Vitru Educação, Viveo, entre outros.
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Destaques no mercado corporativo
- Petrobras: lucrou R$ 35,2 bilhões no 1º trimestre, alta de 48,6% na comparação anual, e anunciou o pagamento de R$ 11,7 bilhões em dividendos (R$ 0,90 por ação).
- Natura: teve prejuízo de R$ 150,6 milhões no 1º trimestre, recuo de 84% em base anual.
- Sabesp: reportou um lucro de R$ 1,5 bilhão de janeiro a março, alta de 80%.
- IRB: teve alta de 50% no lucro no 1º trimestre, para R$ 118,6 milhões.
- Hapvida: teve recuo de 16% no lucro líquido ajustado, para R$ 416,4 milhões no 1º trimestre.












