O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, quebrou a sequência de baixas nesta terça-feira (3), encerrando o pregão em alta de 0,56%, aos 137.546,26 pontos e um volume financeiro de R$ 21,8 bilhões.
O movimento foi impulsionado pela busca do governo por alternativas ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e o comprometimento do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de entregar resultados até o final de semana.
O mercado internacional inicia esta quarta-feira (4) repercutindo o primeiro dia das tarifas em dobro sobre exportações de aço e alumínio, anunciadas por Donald Trump na última sexta-feira (30), após o fechamento do mercado.
As alíquotas de 25% passam a 50% a partir desta data, ainda sem uma sinalização clara das negociações entre os Estados Unidos e a China. O Reino Unido é a única exceção, mantendo a tarifa em 25% após acordo comercial recente com os EUA.
Destaque também para a divulgação do Livro Bege do Federal Reserve (Fed), o primeiro após o
Dia da Libertação, devendo trazer o impacto do tarifaço sobre as empresas, os preços e os consumidores.
No Brasil, as discussões sobre possíveis alternativas ao aumento do IOF seguem no radar. Na véspera, Haddad adiou o pronunciamento das medidas para o próximo domingo, dizendo ter que se reunir antes com líderes dos partidos e outros do governo.
A promessa é de uma pauta que resolva não apenas as contas de 2025, mas também dos próximos anos, baseada em medidas estruturantes.
Na expectativa do ajuste fiscal, o dólar fechou esta terça-feira (3) em queda de 0,70%, cotado a R$ 5,63; na contramão do comportamento da moeda no exterior.
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Manchetes desta manhã
- Pacote de opções ao IOF inclui mudanças no Fundeb e revisão de benefícios tributários (Valor)
- Haddad e cúpula do Congresso vão buscar votos para aprovar pacote (O Globo)
- Trump dobra taxas sobre aço e alumínio para 50%, e Brasil vai ser afetado (Folha)
- Quaest: Lula registra avaliação negativa de 43% e positiva de 26%, no pior patamar do mandato (Folha)
- Lula nega erro em anúncio do IOF e atribui medida ao ‘afã’ de Haddad em responder à sociedade (Estadão)
- Consumidores do Brasil têm maior nível de pessimismo desde 2022 (Valor)
- Tarifa dos EUA pode aumentar desvio de comércio (Valor)
Mercado global
As Bolsas da Europa operam em alta, apesar da incerteza sobre os planos tarifários de Trump.
A reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) começa nesta quarta-feira, com expectativa do mercado de corte os juros, após inflação em maio abaixo da meta de 2%.
Na Ásia, os índices encerraram o pregão desta quarta-feira em alta após recuperação das techs em Wall Street puxada por Nvidia.
O destaque no mercado asiático foi o índice sul-coreano, que atingiu o maior nível desde agosto, com a vitória do líder do partido de oposição, Lee Jae-myung, nas eleições presidenciais.
Em Nova York, os índices futuros abriram em terreno positivo, com os investidores ignorando os riscos tarifários, apesar do anúncio das tarifas em dobro sobre a exportação de aço e alumínio.
Confira os principais índices do mercado:
• S&P 500 Futuro +0,1%
• FTSE 100 +0,2%
• CAC 40 +0,6%
• Nikkei 225 +0,8%
• Hang Seng +0,6%
• Shanghai SE Comp. +0,4%
• MSCI World +0,1%
• MSCI EM +1,2%
• Bitcoin -0,1% a US$ 105745,06
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Commodities
- Petróleo: se estabiliza entre o aumento da produção da OPEP+ e a pressão de oferta do Canadá. O Brent para agosto sobe 0,02%, a US$ 65,64 e o WTI para julho recua 0,02%, a US$ 63,40.
- Minério de ferro: fechou em alta de 1,37% em Dalian, na China, cotado a US$ 97,79
- O contrato futuro sobe 1,5% em Singapura, a US$ 95,7 a tonelada.
Cenário internacional
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump assinou ontem uma ordem executiva para aumentar as tarifas sobre aço e alumínio para 50% a partir desta quarta-feira, dia em que também estará aberto para acordos.
Na agenda de hoje, os EUA divulgam o relatório ADP de criação de empregos no setor privado em maio, às 9h15. A S&P Global divulga o PMI composto dos EUA de maio, às 10h45, e o Fed divulga o Livro Bege, às 15h.
Na China, a S&P Global Caixin informa o PMI composto de maio às 22h45.
Na Zona do Euro, o PMI de serviços recuou para 49,7 em maio, de 50,1 em abril.
Cenário nacional
No Brasil, a agenda segue mais tranquila de indicadores econômicos, com destaque para a divulgação do PMI composto de abril, às 10h, pela S&P Global.
O mercado segue na expectativa de medidas fiscais em alternativa ao aumento do IOF. Segundo notícias, medidas incluiriam mudanças no Fundeb, limite a super salários e antecipação de dividendos do BNDES. Inclusive, o governo adiou para 25 de junho a cobrança do IOF sobre planos de previdência do tipo VGBL.
O pix automático será lançado hoje pelo Banco Central, em evento em São Paulo, mas a chegada da funcionalidade será em 16 de junho. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, participa do evento.
O presidente Lula chega a Paris. Desaprovação do governo Lula sobe a 57% e atinge o maior índice do mandato, segundo a pesquisa Quaest.
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Destaques no mercado corporativo
- Marfrig/BRF: área técnica do Cade recomenda aprovação da fusão sem restrições.
- Itaú Unibanco: realizou emissão de Letras Financeiras Subordinadas Perpétuas no valor de R$ 5 bilhões.
- Braskem: minoritários pedem OPA e acompanham aumento de posições vendidas após proposta de Tanure.
- Gerdau: Controlada lança títulos de dívida nos EUA e inicia recompra de bonds com vencimento em 2027.
- Rede D’Or: aprova emissão de R$ 1 bilhão em debêntures simples, não conversíveis.
- Correios: prejuízo no 1º trimestre mais do que dobra e chega a R$ 1,72 bilhão; patrimônio líquido está negativo em R$ 6 bilhões.












