O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, encerrou o pregão desta quarta-feira (11) em alta de 0,51%, aos 137.128 pontos, impulsionado pela disparada de mais de 4% nos preços do petróleo nos mercados internacionais em meio à escalada nas tensões no Oriente Médio.
O movimento da commodity fortaleceu as ações da Petrobras, que incentivou o índice para cima. As ações ordinárias (ON) subiram 2,93% e as preferenciais (PN) valorizaram 3,33%.
O discurso do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na audiência de aprovação da Medida Provisória com alternativas ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) também pesou de forma positiva sobre o índice.
No mercado internacional, nesta quinta-feira (12) a atenção está voltada à divulgação do Índice de Preços do Produtor (PPI), que deve confirmar uma inflação comportada.
Ao mesmo tempo, o mercado ainda segue de olho nas negociações entre Washington e Pequim e no cenário de dificuldades para um acordo com o Irã, que pressionam os preços do petróleo.
No Brasil, o mercado repercute a publicação da Medida Provisória (MP) com novo pacote de impostos para compensar a perda da arrecadação prevista, após o recuo no aumento do IOF sobre operações de crédito.
O governo publicou a MP em edição extra do Diário Oficial da União, na noite desta quarta-feira (11), com impactos a diversos setores do mercado financeiro e da economia. A expectativa do governo é de arrecadar cerca de R$ 10 bilhões em 2025 e R$ 20 bilhões em 2026 com as novas medidas.
Na véspera, o presidente da Câmara, Hugo Motta, disse que parte do Congresso reagiu negativamente às propostas do governo para substituir o IOF, com maior pressão sobre a taxação das letras financeiras do agronegócio e do setor imobiliário.
Nesta manhã em entrevista à CNN, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que as medidas corrigem distorções e propôs audiência pública com bets e bancos para discutir as medidas.
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Manchetes desta manhã
- Congresso aumenta resistência a pacote fiscal do governo e pede corte de gastos (Valor)
- Congresso promete rejeitar pacote de Haddad, e crise fiscal se agrava (O Globo)
- Governo prevê arrecadar R$ 10,5 bi em 2025 e R$ 20,6 bi em 2026 com MP que aumenta impostos (Folha)
- BC e bancos discutem ‘funding’ imobiliário (Valor)
- STJ livra de PIS e Cofins venda de mercadorias dentro da Zona Franca (Valor)
Mercado global
As Bolsas da Europa operam em queda nesta manhã, sob o peso das tensões no Oriente Médio, após Trump confirmar que os EUA estão retirando pessoas do Iraque e da região em meio a temores de ação militar.
Os índices também repercutem dados econômicos da região. A economia do Reino Unido encolheu drasticamente em abril, com a entrada de tarifas comerciais globais e aumentos de impostos domésticos.
Na Ásia, os índices fecharam majoritariamente em queda com as tensões comerciais, um dia após o mercado celebrar um aparente acordo entre EUA e China na questão de tecnologia e terras raras.
Nesta quarta-feira à noite, Trump disse que irá impor tarifas unilaterais a diversas economias antes do prazo final de 9 de julho, fazendo com que investidores adotassem aversão ao risco.
Em Nova York, os índices futuros abriram em terreno negativo, enquanto investidores aguardam novos desdobramentos nas negociações comerciais entre EUA e China.
Confira os principais índices do mercado:
• S&P 500 Futuro -0,5%
• FTSE 100 -0,2%
• CAC 40 -0,8%
• Nikkei 225 -0,6%
• Hang Seng -1,4%
• Shanghai SE Comp. estável
• MSCI World estável
• MSCI EM -0,4%
• Bitcoin -1,5% a US$ 107315,19
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Commodities
- Petróleo: recua com tensão no Golfo após trégua comercial entre EUA e China. O Brent recua 0,99%, a US$ 69,08 o barril e o WTI cede 0,91%, a US$ 67,53 o barril.
- Minério de ferro: fechou em queda de 0,21% em Dalian, na China, cotado a US$ 98,09/ton. Em Singapura, os contratos futuros estão em queda de 0,63%, cotados a US$ 94,55/ton e o mercado à vista está em queda de 0,52%, cotado a US$ 95,40/ton.
Cenário internacional
Nos Estados Unidos, na noite desta quarta-feira Trump disse que os EUA estavam “a todo vapor em termos de acordos” com negociações comerciais com 15 países, incluindo Japão e Coreia do Sul, mas que não podiam fazer isso com mais de 150 parceiros comerciais. Trump também declarou que estava “muito feliz” com a trégua comercial com a China.
Já no Oriente Médio houve aumento da tensão. O ministro da Defesa do Irã, Aziz Nasirzadeh, disse que Teerã vai atacar bases americanas na região caso o país não chegue a um acordo nuclear com EUA. Mais cedo, Trump disse que estava “perdendo a confiança” no acordo.
No pré-mercado de NY, as ações da Boeing caem 7,4%, após um avião da Air India cair em decolagem com mais de 240 pessoas. De acordo com notícias, o avião ia para Londres e era um Boeing 787-8 Dreamliner.
Na agenda de hoje, os EUA informam os dados sobre a inflação ao produtor (PPI) de maio e pedidos semanais de seguro-desemprego, ambos às 9h30.
Cenário nacional
No Brasil, repercute a publicação da MP com medidas de compensação ao IOF, que acaba com a isenção do Imposto de Renda de títulos incentivados, como LCI e LCA, e adota alíquota uniforme de 17,5% para demais investimentos, incluindo criptomoedas.
Também subirá o IR sobre juros sobre capital próprio, de 15% para 20%, a CSLL das fintechs, de 9% para 15%, e a taxação das bets, de 12% para 18%.
Sobre o IOF, a alíquota fixa do crédito para empresas cai de 0,95% para 0,38% e ocorre a extinção da alíquota fixa de 0,95% do risco sacado.
No câmbio, IOF será isento para retorno de investimentos diretos estrangeiros e na previdência, o aporte em plano VGBL terá IOF apenas no valor que exceder R$ 300 mil.
Na agenda do dia, O IBGE divulga às 9h as vendas no varejo em abril, com projeção do BTG Pactual de queda de 0,80% na comparação mensal e alta de 3,70% na anual.
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Destaques no mercado corporativo
- JBS: adiou o início das negociações em NY de hoje para amanhã (13) e o pagamento de dividendos para o dia 17.
- Wilson Sons: a controladora SAS, protocolou pedido de OPA na CVM.
- Mélliuz: define hoje preço por ação em follow-on.
- Rumo: distribuirá R$ 1,5 bilhão em dividendos (R$ 0,81 por ação).
- Rede D´Or: pagará R$ 450 milhões em juros sobre capital próprio.
- Fleury: comprou a rede de laboratórios mineira Hemolab por R$ 39,5 milhões.
- ANP: determinou a suspensão das operações de duas estações da PetroReconcavo na Bahia.












