O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, retomou o ritmo de queda nesta quarta-feira (25) e encerrou o pregão em baixa de 1,02%, aos 135.767,29 pontos, atingindo o menor nível de fechamento desde 9 de junho.
A queda foi motivada pela preocupação com o cenário fiscal, após o presidente da Câmara, Hugo Motta, incluir na pauta do dia projetos com impacto relevante nas contas públicas.
Em destaque, o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que derruba o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e o projeto que isenta do Imposto de Renda (IR ) quem ganha até dois salários mínimos.
Nesta quinta-feira (16) acontecem os desdobramentos desses projetos. Com placar de 383 votos contra apenas 98, o governo Lula foi derrotado na Câmara com a aprovação do PDL que derruba o decreto de aumento do IOF, marcando a primeira aprovação de um Projeto de Decreto Legislativo desde o governo Collor.
Nunca foi tão fácil ficar atualizado sobre finanças, economia e investimentos. Assine gratuitamente
O líder do governo no Senado, Jacques Wagner (PT), disse que ainda não sabem se vão judicializar a derrubada do decreto do IOF e que devem se reunir com Lula para tratar do assunto.
Segundo analistas, a derrota além de econômica é também política e deve fragilizar o discurso do governo sobre ajuste fiscal, além de sinalizar um distanciamento entre o Executivo e o Legislativo.
No mercado internacional, repercute a reportagem do The Wall Street Journal com indicação de que Trump cogita nomear o próximo presidente do Federal Reserve (Fed) entre setembro e outubro, reforçando apostas de um corte antecipado dos juros.
Ao mesmo tempo, a notícia exerce pressão sobre Jerome Powell e coloca em dúvidas a credibilidade da instituição.
Entre os indicadores econômicos nos EUA, destaque para a leitura final do PIB do primeiro trimestre. O mercado também aguarda os discursos de quatro dirigentes do Fed e a entrevista do secretário de Defesa, Pete Hegseth, sobre os danos causados pelos ataques às instalações nucleares do Irã.
- Crédito com as menores taxas do mercado. Simule um empréstimo com home equity agora.
Manchetes desta manhã
- Congresso derruba decreto do novo IOF e aprofunda crise com o governo Lula (Valor)
- Haddad diz que a saída para IOF é ir ao STF, fazer cortes ‘para todo mundo’ ou buscar nova receita (Folha)
- Incerteza global e vaivém de impostos no País põem empreendedor em alerta (Estadão)
- Derrota histórica imposta pelo Congresso ao governo no IOF acentua crises política e fiscal (O Globo)
- Brasil precisa fazer ajuste fiscal de 3% do PIB, diz Banco Mundial (Valor)
Mercado global
As Bolsas da Europa operam em alta em meio ao cessar-fogo entre Israel e Irã e preparam-se para o término do prazo (9 de julho) para acordos comerciais com o governo Trump, na expectativa dos últimos comentários do presidente do Fed, Jerome Powell.
Na Ásia, os índices encerraram o pregão desta quinta-feira com desempenho misto, à espera dos dados econômicos dos EUA.
A sessão registrou perdas em todas as bolsas da China e forte alta no Japão com a proximidade do prazo para os acordos sobre as tarifas dos EUA.
Em Nova York, os índices futuros abriram em alta, repercutindo a notícia de que Trump cogita antecipar a troca do comando do Fed, aumentando as apostas de um corte dos juros antecipado.
Confira os principais índices do mercado:
- S&P 500 Futuro +0,4%
- FTSE 100 +0,4%
- CAC 40 +0,3%
- Nikkei 225 +1,6%
- Hang Seng -0,6%
- Shanghai SE Comp. -0,2%
- MSCI World +0,3% · MSCI EM +0,4%
- Bitcoin -0,4% a US$ 107376,56
- ⚡ Investir sem estratégia custa caro! Garanta aqui seu plano personalizado grátis e leve seus investimentos ao próximo nível.
Commodities
- Petróleo: os preços sobem apoiados por estoques baixos. O Brent para agosto sobe 0,30%, a US$ 67,88 e o WTI para o mesmo mês avança 0,34%, a US$ 65,14.
- Minério de ferro: fechou em alta de 0,64% em Dalian, na China, cotado a US$ 98,39/ton. Em Singapura, os contratos futuros sobem 0,81%, cotados a US$ 93,45/ton e o mercado à vista valoriza 0,16%, cotado a US$ 94,45/ton.
Cenário internacional
Nos EUA, a agenda do dia destaca a leitura final do PIB do primeiro trimestre. A previsão do mercado é de queda de 0,2%. O Departamento do Comércio americano também divulga a balança comercial de bens e encomendas de bens duráveis de maio.
No contexto geopolítico, Trump, disse, em entrevista coletiva, que a guerra acabou e que o país conversaria com o Irã sobre o programa nuclear na semana que vem. O Pentágono programou para esta quinta-feira uma entrevista coletiva para falar sobre os resultados de seus ataques ao Irã.
De volta ao cenário econômico, Trump afirmou que poderá dobrar as tarifas para a Espanha após o país não ter aceitado a meta de gastos da Otan. Líderes da União Europeia se reúnem para decidir se vão aceitar o acordo comercial proposto pelos Estados Unidos.
Cenário nacional
No Brasil, as preocupações fiscais voltam ao radar do mercado. O Senado aprovou, na noite de ontem, o decreto legislativo que derruba o aumento do IOF. A medida obriga agora a equipe econômica a buscar alternativas para compensar uma perda de arrecadação estimada em R$ 10 bilhões este ano.
Entre os projetos que estavam na pauta para votação nesta quarta-feira, a Câmara também aprovou a MP que trata do empréstimo consignado para trabalhadores do setor privado.
O Senado aprovou por 41 votos a 33 o projeto de lei complementar que aumenta número de deputados na Câmara de 513 para 531. O custo da medida é estimado em pelo menos R$ 64,5 milhões anuais apenas com salários e logística.
Entre os indicadores econômicos importantes, o IBGE divulga às 9h o IPCA-15 de junho, com projeção do BTG Pactual de uma alta anual de 0,28%.
Além desses dados, a FGV informa a sondagem da indústria de transformação de junho e a Receia Federal reporta a arrecadação de maio.
Na agenda do dia, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o diretor de política econômica, Diogo Guillen, participam de entrevista coletiva sobre o Relatório de Política Monetária e às 9h30.
Também entre os compromissos do dia, o presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reúnem para discutir o Plano Safra.
- 🔥 Quem tem informação, lucra mais! Receba as melhores oportunidades de investimento direto no seu WhatsApp.
Destaques no mercado corporativo
- Qualicorp: pagará R$ 1,56 milhão em dividendos.
- Nvidia: as ações da gigante de tecnologia atingiram novo recorde, fechando a US$ 154,31 e valor de mercado de US$ 3,77 trilhões, ultrapassando a Microsoft e voltando à posição de mais valiosa do mundo.
- Shell: a petrolífera nega que esteja em negociações para acordo com a BP do Reino Unido. A afirmação da petroleira holandesa desmente nota no WSJ de que haveria contatos iniciais para aquisição da BP.
- BYD: A montadora chinesa inicia hoje a produção de veículos elétricos em Camaçari (BA), em um complexo que será seu maior polo industrial fora da China.












