O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores, encerrou o pregão desta segunda-feira (11) em baixa de 0,21%, aos 135.623 pontos, impactado pelo aumento das tensões entre Brasil e Estados Unidos, especialmente após o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cancelar a reunião crucial com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent.
As ações da Petrobras encerraram a sessão em alta de 0,46% (ON ) e 0,62% (PN), acompanhando a alta do petróleo. Já os papéis da Vale caíram 0,11%, apesar da valorização do minério na China.
Ações da Natura (+5,86%), Eletrobras (+1,92%; +1,95%) e TIM (+1,16%) lideraram as altas do Ibovespa.
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No mercado internacional, destaque para a divulgação do relatório do índice de preços ao consumidor (CPI) de julho, que deve direcionar a próxima decisão do Federal Reserve (Fed) sobre os juros dos Estados Unidos após um resultado fraco do mercado de trabalho.
No setor corporativo, as ações da Intel subiram 2,5% no after hours em Nova York após Trump relatar “interessante” encontro com o CEO da companhia.
No Brasil, dados de inflação também são destaque da agenda desta terça-feira (12), com a divulgação do IPCA de julho.
No cenário político-econômico reverbera o cancelamento da reunião do governo brasileiro com o secretário do tesouro americano, segundo Haddad, por por “interferência política”, enquanto o mercado cobra ações efetivas para uma negociação o quanto antes.
Até o momento, o governo não apresenta soluções para restabelecer os laços com os EUA nem o prometido plano de contingência para aliviar os impactos do tarifaço para empresas exportadoras. O plano deve atrasar mais um dia devido a novos ajustes.
Haddad anunciou que o plano de contingência terá três frentes principais: linhas de financiamento, ajustes tributários e incentivos por meio de compras públicas.
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Manchetes desta manhã
- MP de apoio a afetados por tarifa prevê reforma em fundo para exportação (Valor)
- EUA cortam diálogo, e governo corre para fechar ajuda a setores afetados ( O Globo)
- Parlamentares usam verba da Saúde como emenda que dribla STF (Folha)
- Governo Trump criticará Brasil e Moraes em relatório sobre direitos humanos, diz jornal americano (Estadão)
- Juros futuros caem aos menores níveis desde o ‘tarifaço’ de Trump (Valor)
Mercado global
As Bolsas da Europa operam mistas diante do otimismo do mercado com a extensão da trégua entre EUA e China para negociação de tarifas. O mercado também acompanha a divulgação do CPI dos EUA, que deve impactar a trajetória de política monetária.
No cenário geopolítico, a esperança de um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia impulsionou as ações europeias nos últimos dias. Trump afirmou que Kiev e Moscou terão que ceder território para pôr fim à guerra antes de sua cúpula com o presidente russo, Vladimir Putin, nesta sexta-feira.
Na Ásia, os índices tiveram o segundo pregão em alta como reação do mercado ao adiamento do prazo para início da aplicação de tarifas adicionais no comércio entre os Estados Unidos e China.
Nesta segunda-feira foi anunciado um prazo adicional de 90 dias. Com isso, Xangai fechou em alta de 0,50% e Shenzhen, de 0,53%. Em Tóquio, o índice Nikkei 225 terminou o dia com importante alta de 2,14%.
Em Nova York, os índices futuros operam mistos diante da expectativa para o relatório do índice de preços ao consumidor (CPI) de julho e decisão do Fed sobre as taxas de juros no curto prazo.
Confira os principais índices do mercado:
•S&P 500 Futuro estável
•FTSE 100 +0,1%
•CAC 40 +0,1%
•Nikkei 225 +2,1%
•Hang Seng +0,3%
•Shanghai SE Comp. +0,5%
•MSCI World +0,1%
•MSCI EM -0,1%
•Bitcoin -0,2% a US$ 118577,06
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Commodities
- Petróleo: se estabiliza após EUA e China anunciarem extensão da trégua para negociação de tarifas. O Brent/out sobe 0,39%, cotado a US$ 66,89 e o WTI/set avança 0,31%, a US$ 64,16.
- Minério de ferro: fechou em alta de 2,36% em Dalian, na China, cotado a US$ 111,39/ton. Em Singapura, os contratos futuros valorizam 0,97%, cotados a US$ 104,55/ton e o mercado à vista avança 0,68%, cotado a US$ 103,40/ton.
Cenário internacional
Nos EUA, o presidente Donald Trump assinou o decreto que estende a trégua tarifária com a China por mais 90 dias. As tarifas de 145% sobre produtos chineses estavam programadas para entrar em vigor nesta terça-feira.
No cenário de tensão com o Fed, ontem Trump também anunciou que indicará o economista E.J. Antoni como novo chefe do Departamento de Estatísticas do Trabalho, dez dias após demitir a ex-ocupante do cargo, acusando-a de manipular os dados do último resultado do payroll para prejudicá-lo.
Na agenda do dia, destaque para os discursos dos presidentes do Fed de Richmond e de Kansas, que também podem dar sinais sobre os próximos passos da política monetária americana.
Cenário nacional
No Brasil, a agenda traz às 9h, o IPCA de julho, com projeção do BTG Pactual de alta de 0,33%, na comparação mensal.
Nesta terça-feira, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou a comunicação adotada pela autoridade monetária ao apontar para a continuidade do ciclo de aperto nos juros.
Entre os compromissos do dia, Haddad participa hoje de audiência pública na Comissão Mista da Medida Provisória 1303, sobre legislação tributária.
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Destaques no mercado corporativo
- Itaúsa: tem lucro líquido recorrente 11% maior no segundo trimestre e vai pagar R$ 2,3 bilhões em proventos.
- Natura: reportou lucro líquido de R$ 195,1 milhões no trimestre, revertendo prejuízo R$ 859 milhões.
- Sabesp: lucro líquido da companhia aumentou 77% no segundo trimestre, para R$ 2,14 bilhões.
- Azul: informou que encerrou as operações em 14 cidades brasileiras, incluindo municípios do Rio de Janeiro e Mato Grosso.
- AgroGalaxy: adiou a divulgação do balanço para 30 de setembro.
- ArcelorMittal e Samarco: pedem urgência ao TCU na análise de leilão de risco hidrológico vencido por consórcio.











