O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores, bateu novo recorde de fechamento nesta segunda-feira (15), tocando os 144 mil pontos na máxima do dia. A sessão encerrou em alta de 0,90%, aos 143.546,58 pontos.
O movimento foi impulsionado pelas expectativas do mercado para esta super quarta e apostas de que o Federal Reserve (Fed) inicie o ciclo de corte de juros, com o primeiro ajuste em 25pbs e, no Brasil, que o Copom mantenha a taxa básica de juros em 15% e sinalize o início dos cortes ainda este ano.
Em destaque no Ibovespa, as blue chips ajudaram a sustentar o índice, com Vale em alta de 0,88% e Petrobras valorizando 1,45% (ON) e 0,87% (PN).
O setor financeiro teve bom desempenho, com exceção para Banco do Brasil, que recuou 2,20% em meio às preocupações com retaliação dos Estados Unidos após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pela trama golpista.
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Nesta segunda-feira, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou que o país divulgará novas medidas na próxima semana em reação à condenação de Jair Bolsonaro.
Ele criticou ministros do Supremo Tribunal federal (STF), chamando-os de “juízes ativistas”, e afirmou, sem citar Alexandre de Moraes, que um magistrado tentou impor decisões contra cidadãos americanos. Na semana passada, após o julgamento, Rubio já havia prometido uma resposta ao que classificou como “caça às bruxas”.
Enquanto isso, a oposição força o projeto de anistia com muita resistência, enquanto o Congresso corre contra o tempo para aprovar medidas econômicas como a isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil e a Medida Provisória (MP) da tarifa social de energia, que perde a validade em um dia.
Já no cenário internacional, às vésperas da super quarta, o mercado precifica o corte dos juros dos Estados Unidos e aumenta as apostas de que o Fed anuncie mais dois ajustes ainda este ano.
Na agenda econômica, destaque para indicadores do varejo e produção industrial dos EUA, enquanto o dólar recua em meio aos recordes sucessivos das bolsas globais.
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Manchetes desta manhã
- Companhas mantêm planos de crescimento, mesmo com cenário de instabilidade (Valor)
- Delegado que investigou cúpula do PCC é executado em SP (O Globo)
- Governo só fiscaliza planos para fechar 19 das 45 mil minas do país (Folha)
- PGR pede a condenação de integrantes do ‘núcleo 3′ da trama golpista (Estadão)
Mercado global
As Bolsas da Europa recuam de forma moderada em meio à assimilação de dados regionais e à expectativa pela decisão do Federal Reserve nesta quarta-feira(17).
No Reino Unido, o Banco da Inglaterra (BoE) também se reúne nesta semana e deve manter as taxas estáveis, após cortar os juros em agosto pela quinta vez em pouco mais de um ano.
A inflação britânica atingiu 3,8% em julho, quase o dobro da meta, mas números divulgados hoje mostraram queda do emprego pelo sétimo mês seguido e desaceleração do crescimento salarial, fatores que podem reduzir a pressão sobre o Banco Central.
Na Ásia, as bolsas encerraram o pregão desta terça-feira majoritariamente em alta, acompanhando o otimismo de Wall Street antes da decisão do Fed.
A exceção foi Hong Kong, com queda de 0,12%, enquanto Xangai avançou 0,04%, Shenzhen 0,45%, Tóquio 0,32%, Taiwan 1,07% e Coreia do Sul 1,24%.
Em Nova York, os índices futuros abriram mistos em meio às expectativas de corte na taxa do Fed, com os investidores esperando que o Comitê corte sua taxa básica de juros em 25 pontos-base.
Confira os principais índices do mercado:
•S&P 500 Futuro +0,2%
•FTSE 100 -0,2%
•CAC 40 -0,1%
•Nikkei 225 +0,3%
•Hang Seng estável
•Shanghai SE Comp. estável
•MSCI World +0,1%
•MSCI EM +0,7%
•Bitcoin +0,1% a US$ 115579,38
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Commodities
- Petróleo: se estabiliza com a Ucrânia intensificando ataques à infraestrutura energética russa para prejudicar a capacidade de guerra de Moscou e limitar a venda de petróleo no exterior.
O Brent/nov cai 0,16%, cotado a US$ 67,33 e o WTI/out recua 0,09%, a US$ 63,24 - Minério de ferro: fechou em alta de 0,82% em Dalian, na China, cotado a US$ 112,95/ton. Em Singapura, os contratos futuros sobem 0,64%, cotados a US$ 106,25/ton e o mercado à vista avança 0,19%, cotado a US$ 105,70/ton.
Cenário internacional
Nos EUA, o Senado confirmou ontem a escolha do presidente Donald Trump, Stephen Miran, para integrar o Federal Reserve (Fed), apenas um dia antes da reunião do Banco Central para avaliar a possibilidade de corte das taxas de juros.
Ainda sobre o Fed, um tribunal de apelação americano rejeitou o pedido do presidente, para destituir a diretora da instituição, Lisa Cook.
No cenário comercial, os investidores reagem à fala Trump sobre as negociações com a China. Nesta terça-feira, ele afirmou que a reunião, realizada em Madri, foi muito boa, e sugeriu que os dois lados teriam chegado a um acordo sobre o TikTok.
Já o secretário dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse que a delegação da China fez exigências “agressivas” sobre controles de exportação e da segurança nacional.
O Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta) assinam hoje um acordo que vai liberalizar 97% das exportações de ambos os lados.
Cenário nacional
No Brasil, a agenda econômica traz a divulgação da Pnad Contínua de julho pelo IBGE, dado que indica a situação do mercado de trabalho e ajuda a formar as expectativas sobre a política monetária do Banco Central (BC).
Ontem, o IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, caiu 0,53% em julho, abaixo das estimativas do mercado.
Na agenda política, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, participam do seminário internacional Justiça tributária: “Os caminhos para o financiamento do desenvolvimento social na América Latina e Caribe”.
Ainda no âmbito político, o senador Renan Calheiros anunciou que vai pautar na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado um projeto alternativo que amplia a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
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Destaques no mercado corporativo
- Cogna: confirmou que deseja fazer uma oferta de aquisição de todas as ações de sua controlada Vasta para fechar o capital nos Estados Unidos.
- Prio: obteve licença para iniciar obras no Campo de Wahoo.
- Governo Federal: informou que disponibilizará R$ 6 bilhões em linhas de financiamento para companhias aéreas em 2026.
- 99: a empresa de entregas por aplicativo vai investir R$ 2 bilhões no Brasil.
- Allos: Conselho aprovou R$ 153 milhões em proventos, divididos entre dividendos e JCP.
- Suzano: Anunciou resgate antecipado total de bonds 2026 e 2027.
- Wilson Sons: CVM aprovou OPA da companhia, com leilão marcado para 23 de outubro.











