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Morning Call: IBC-Br deve adiar o início do ciclo de cortes de Selic

Redação Por Redação
16/jan/2026
Em Mercados, Notícias
Morning Call:

Imagem: Divulgação

WhatsappTelegramTwitterFacebookLinkedin

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, encerrou o pregão desta quinta-feira (15) renovando sua marca histórica de fechamento ao avançar 0,26%, aos165.568,32 pontos. Essa foi a segunda sessão consecutiva acima da marca dos 165 mil pontos.

O avanço do índice foi sustentado principalmente pelo setor financeiro, com destaque para as ações do Bradesco, que fecharam em alta de 1,58% (ON) e de 2,05% (PN). Em contrapartida, o Santander recuou 2,47%, enquanto o Banco do Brasil terminou o dia com queda de 0,19%.

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Lucas Sharau, economista da iHUB Investimentos, avalia que as sucessivas máximas históricas da Bolsa refletem uma combinação de fatores, como a inflação em patamar mais controlado e a expectativa de início do ciclo de cortes da taxa Selic, o que tende a favorecer ativos de risco.

Mesmo com a renovação do recorde, o pregão foi marcado pela queda das ações de maior peso no índice — a Petrobras, que vinha contribuindo para os ganhos recentes do índice, registrou perda relevante de 1,02% (ON) e de 0,63% (PN), acompanhando a forte correção dos preços do petróleo no mercado internacional após os Estados Unidos recuarem na ofensiva contra o Irã.

Já a Vale, operou em alta durante a tarde, mas perdeu força no fim do pregão e fechou com leve queda de 0,09%. Entre os destaques do dia, a Vamos liderou as altas, com valorização de 7,61%, enquanto a Smart Fit concentrou as maiores perdas do dia, com queda de 8,17%.

No câmbio, o dólar fechou em queda de 0,61% ante o real, negociado a R$ 5,37, refletindo a diferença de juros entre Brasil e os EUA, que sustenta operações de carry trade.

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No mercado internacional, os futuros de Wall Street abrem a sessão desta sexta-feira (16) ampliando os ganhos da véspera, sustentados principalmente pelas ações dos setores bancário e de tecnologia.

Na sessão anterior, os papéis de empresas de chips lideraram os ganhos, impulsionados pelo desempenho da TSMC. A companhia divulgou resultados acima do esperado no quarto trimestre, reforçando o otimismo em torno dos investimentos ligados à inteligência artificial (IA).

O setor financeiro também permanece no radar dos investidores, após ações de grandes bancos valorizarem com a divulgação de resultados acima das expectativas do mercado, reforçando a percepção de resiliência do sistema financeiro norte-americano.

Na agenda de indicadores econômicos, o mercado acompanha hoje os dados de produção industrial dos Estados Unidos referentes a dezembro. A expectativa é de avanço de 0,2% na comparação mensal, com a taxa de utilização da capacidade instalada permanecendo estável em 76%.

Além dos dados, discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed) como Michelle Bowman e Phillip Jefferson devem influenciar os mercados ao longo do dia.

No Brasil, a agenda do dia destaca a divulgação do IGP-10 e do IBC-Br, indicador do Banco Central considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB). Após recuar nos dois meses anteriores, o IBC-Br deve voltar a crescer em novembro, refletindo o desempenho acima do esperado das vendas do varejo divulgado nesta quinta-feira.

A mediana das estimativas apurada pelo Broadcast aponta alta de 0,35% do índice, após queda de 0,25% em outubro. As projeções variam de recuo de 0,10% a avanço de 0,80%. Embora economistas avaliem que o resultado não configura uma tendência, já que parte do impulso veio da Black Friday, o dado pode reforçar a expectativa de adiamento do início do corte da Selic, atualmente projetado de forma quase unânime para março.

No cenário político e diplomático, também chama atenção a visita da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, às vésperas da assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, prevista para ocorrer no Paraguai.

O Palácio do Planalto informou que Lula não participará do evento neste sábado (17) e será representado pelo chanceler Mauro Vieira. Segundo o jornal O Globo, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, também avalia não comparecer.

O impasse ocorre após despacho de Lula que pressiona a Enel-SP, a maior companhia italiana com participação estatal, determinando que a AGU e a CGU apurem responsabilidades pelos apagões registrados na cidade de São Paulo. O governo italiano teria mudado de humor após a decisão de Lula.

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Manchetes desta manhã

  • PF aponta risco sistêmico e cita repasse de R$ 9 milhões ao pai de Vorcaro (Valor)
  • Auditores de fundos da Reag ligados ao Master alertavam desde 2019 sobre falta de documentos (Folha)
  • Toffoli limita autonomia da polícia no caso Master (Estadão)
  • Encontro no Rio antecipa assinatura do acordo UE-Mercosul, e governo busca reforçar papel de Lula na negociação (O Globo)
  • Cresce investimento em imóveis residenciais para gerar renda (Valor)

Mercado global

As Bolsas da Europa abriram a sessão sem direção definida, com investidores atentos aos riscos geopolíticos.

A reunião entre representantes dos EUA, Dinamarca e Groenlândia terminou sem acordo, e a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou que persiste um desacordo fundamental, alertando que um conflito com os EUA poderia fragilizar a OTAN e pressionar os ratings de crédito dos países europeus.

Na Ásia, os mercados encerraram a semana sem direção única, com destaque para Taiwan, onde a TSMC avançou quase 3% após divulgar resultados acima do esperado no quarto trimestre.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi alcançou o 11º fechamento consecutivo em nível recorde e ficou em alta de 0,90%.

Na China, Xangai fechou em queda de 0,26% e Shenzhen, de 0,18%. Já em Tóquio, o índice Nikkei recuou 0,26% e, em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 0,29%.

Em Nova York, os índices futuros avançam em continuidade aos ganhos da véspera, impulsionados principalmente pelos setores bancário e de tecnologia. As ações de chips lideraram a alta após os resultados fortes da TSMC no quarto trimestre, que reforçaram o otimismo em torno da inteligência artificial.

Confira os principais índices do mercado:

• S&P 500 Futuro: +0,3%
• FTSE 100: +0,07%
• CAC 40: -0,51%
• Nikkei 225: -0,26%
• Hang Seng: -0,29%
• Shanghai SE Comp: -0,26%
• MSCI World: estável
• MSCI EM: +0,5%
• Bitcoin: -0,2% a US$ 95361,81

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Commodities

  • Petróleo: avança com os riscos de oferta ainda no radar, apesar do alívio nas tensões após declarações de Trump sobre o esfriamento da repressão no Irã. A instabilidade política mantém a preocupação com possíveis interrupções no Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20 milhões de barris por dia.

    Analistas apontam que a oferta tende a crescer ao longo do ano, limitando o prêmio de risco geopolítico, com o Brent projetado em uma faixa entre US$ 57 e US$ 67, salvo mudanças relevantes na demanda chinesa ou no fluxo global.

    O Brent/março sobe 1,02%, negociado a US$ 64,41, enquanto o WTI/fev valoriza 1,01%, a US$ 59,79.

  • Minério de ferro: fechou em queda de 0,49% em Dalian, na China, cotado a US$ 116,46/ton.

    Em Singapura, os contratos futuros caem 0,71%, cotados a US$ 106,25/ton e o mercado à vista recua 0,56%, cotado a US$ 106,80/ton.

Cenário internacional

Nos EUA, o governo anunciou nesta quinta-feira um acordo comercial com Taiwan que reduz de 20% para 15% a tarifa sobre bens importados da ilha. Pelo entendimento, empresas taiwanesas devem ampliar em US$ 500 bilhões o financiamento de suas operações em território norte-americano.

O acordo prevê ainda que a indústria de tecnologia de Taiwan realize ao menos US$ 250 bilhões em investimentos diretos nos EUA, com foco na expansão de operações nos setores de semicondutores, energia e inteligência artificial.

No Japão, o cenário político também ganhou destaque após líderes dos dois principais partidos de oposição anunciarem um acordo para a criação de uma nova legenda. A sigla deve disputar a eleição antecipada que poderá ser convocada pela primeira-ministra Sanae Takaichi para fevereiro.

Cenário nacional

No Brasil, enquanto o mercado aguarda a divulgação da prévia do PIB, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca preservar protagonismo nas negociações externas, mesmo com a ausência confirmada na cerimônia de assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia.

Lula deve se reunir com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, para tratar dos próximos passos do acordo comercial entre os dois blocos, aprovado na semana passada.

A estratégia visa reduzir a percepção de perda de influência do Brasil após a presidência do Mercosul passar ao Paraguai e diante das resistências da Itália, que atrasaram o avanço das negociações em dezembro.

No noticiário político, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi transferido para uma cela na Papudinha, com autorização para receber assistência médica particular 24 horas por dia e visitas semanais de familiares.

Já no cenário eleitoral de 2026, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que não pretende disputar a Presidência da República e demonstrou apoio ao senador Flávio Bolsonaro como o principal nome da direita para a corrida ao Planalto.

Na agenda das autoridades, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa de cerimônia em comemoração aos 90 anos do salário mínimo nesta sexta-feira.

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Destaques do mercado corporativo

  • Petrobras: encerrou 2025 com produção acima das metas do Plano de Negócios, impulsionada pelo pré-sal e ganhos de eficiência operacional.
  • CVC: aprovou a sucessão no comando da companhia e nomeou Fabio Mader como novo diretor-presidente, em transição alinhada ao plano de sucessão.
  • Cyrela: reportou Valor Geral de Venda (VGV) lançado de R$ 3,31 bilhões no quarto trimestre, queda de 32% em relação ao mesmo período do ano anterior.
  • Brava: comprou ativos da Petronas no campo de Tartaruga Verde por US$ 450 milhões, segundo apuração do Valor.


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