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Morning Call: Entrevista de Lula e agenda de balanços dão o tom do mercado

Redação Por Redação
05/fev/2026
Em Mercados, Notícias
Morning Call:

Imagem: Divulgação

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O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), sofreu forte correção no pregão desta quarta-feira (4), com desvalorização de 2,14%, aos 181 mil pontos, registrando a maior queda diária desde 16 de dezembro, em meio à realização de lucros, incertezas fiscais no Brasil e cenário externo mais adverso.

Ao longo do pregão, a Bolsa chegou a cair perto de 3%, refletindo a saída de investidores após o rali recente. A recuperação parcial no período da tarde foi sustentada principalmente pelas ações da Vale, que fecharam em alta de 0,49%, ajudando a limitar perdas mais acentuadas do índice.

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A Petrobras também apresentou desempenho relativamente defensivo com perdas de 0,57%(ON) e de 0,16% (PN), enquanto o setor financeiro esteve entre os principais vetores de pressão negativa do pregão.

As units do Santander caíram 2,70%, após a divulgação do balanço, que abriu a temporada de resultados do quarto trimestre de 2025 entre os bancos. As ações do Itaú recuaram 3,29% (PN), à espera da divulgação de seus números; e o Bradesco caiu 3,23% (PN), acompanhando o movimento de correção no setor.

Em entrevista ao Broadcast, Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, afirmou que os resultados do Santander desencadearam uma correção mais ampla nas ações financeiras, movimento que acabou se espalhando para outros segmentos da Bolsa.

Entre as maiores altas do Ibovespa estiveram Braskem, com avanço de 1,95%, e Porto Seguro, que subiu 1,51%. Na ponta negativa, os destaques ficaram para Raízen, que despencou 13,27%, e Totvs, com queda de 12,89%.

No câmbio, o dólar encerrou praticamente estável, com leve queda de 0,01% ante o real, cotado a R$ 5,25. A moeda acompanhou a valorização no exterior, mesmo diante da forte queda da Bolsa brasileira e do aumento das preocupações com o cenário fiscal doméstico.

  • No próximo dia 10/2, a Masterclass Virada Financeira mostra o que realmente importa na hora de investir.

No cenário internacional, as atenções se voltam para as reuniões do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE), ambas com expectativa de manutenção das taxas de juros.

Na agenda de indicadores, o relatório Jolts está previsto para esta quinta-feira (5), enquanto os dados de emprego (payroll) e de inflação ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos ficaram para a próxima semana, no contexto do atraso nas divulgações devido ao shutdown parcial.

No ambiente geopolítico, o clima é de acomodação após o Irã confirmar um encontro entre lideranças nesta sexta-feira (6), em Omã, para negociações sobre o acordo nuclear com os Estados Unidos, levando à forte queda do petróleo nesta manhã.

Antes da abertura dos mercados de Nova York, os índices futuros operam de forma mista, com foco nos resultados da Amazon e nos gastos com inteligência artificial da Alphabet, controladora do Google. Na véspera, o aumento da aversão ao risco derrubou as bolsas em Wall Street, com destaque para a queda do Nasdaq.

Após o fechamento do mercado, a Alphabet divulgou resultados considerados sólidos, mas surpreendeu ao projetar investimentos de capital entre US$ 175 bilhões e US$ 185 bilhões em 2026, valor muito acima das estimativas de Wall Street.

No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concede entrevista ao UOL logo mais às 11h. O governo nega que tenha concordado com os aumentos aprovados pelo Legislativo, tema que deve ser abordado após Lula ter recebido o presidente da Câmara, Hugo Motta, e líderes partidários em um jantar na noite anterior, na Granja do Torto.

No âmbito das contas públicas, mais cedo, o Ministério da Gestão divulgou o impacto orçamentário do projeto relativo ao Poder Executivo, estimado em R$ 5,3 bilhões em 2026. Desse total, R$ 1,08 bilhão corresponde ao texto original e R$ 4,2 bilhões referem-se a reajustes de remuneração, gratificações e reestruturação de carreiras, segundo dados do BDM.

Segundo a pasta, os valores estão previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, mas não necessariamente serão executados integralmente. O texto, de autoria do Executivo, foi aprovado pela Câmara e segue agora para análise do Senado.

De acordo com o Estadão, a área técnica do governo tende a recomendar veto ao projeto de lei que prevê remunerações, gratificações e criação de carreiras para servidores do Legislativo, medidas que ultrapassam o teto constitucional e pressionam as contas públicas.

As propostas, classificadas como “penduricalhos”, foram aprovadas sem previsão orçamentária. Ainda assim, existe a possibilidade de sanção presidencial, diante da tensão entre os Poderes e da necessidade de apoio político para a aprovação de pautas consideradas prioritárias pelo governo, como o fim da escala 6×1, a PEC da Segurança e a regulamentação do trabalho por aplicativos.

Os textos preveem, por exemplo, a concessão de um dia de licença a cada três dias trabalhados, com possibilidade de conversão em dinheiro. Com isso, a remuneração de altos funcionários da Câmara pode chegar a R$ 77 mil, além da criação de uma nova gratificação de até 100%.

  • Para quem quer parar de improvisar nas decisões financeiras, assistir a Masterclass Virada Financeira é o próximo passo.

Manchetes desta manhã

  • Ano de 2025 fecha com recorde de empresas em recuperação judicial (Valor)
  • China considera compra de milhões de toneladas de soja americana, diz Trump após conversa com Xi (Folha)
  • Vorcaro se reuniu com Galípolo e alta cúpula do BC 17 vezes no ano em que Master foi liquidado (Estadão)
  • Com aposta em IA, Google vai investir US$ 185 bi este ano, o dobro do aporte feito em 2025 (O Globo)
  • Governo propõe equiparar ‘cripto’ a operação de câmbio (Valor)

Mercado global

As Bolsas da Europa operam com cautela antes das decisões do Banco da Inglaterra (BoE) e do Banco Central Europeu (BCE), além do discurso de Lagarde, que deve sinalizar os próximos passos de política monetária.

Na Ásia, os índices fecharam em queda após máximas históricas, pressionados pela volatilidade das ações de tecnologia e por temores de que os avanços rápidos em inteligência artificial afetem modelos de negócios e margens, levando investidores a realizar lucros.

Na Coreia do Sul, o KOSPI, caiu 3,86% após atingir recordes históricos nas duas sessões anteriores, enquanto na China Xangai recuou 0,64% e e Shenzhen fechou em forte queda de 1,44%. No Japão, o índice Nikkei caiu 0,73%, após atingir máximas históricas no início da semana.

Em Nova York, os índices futuros operam mistos nesta quinta-feira, com investidores à espera do balanço da Amazon e reagindo aos números da Alphabet.

Confira os principais índices do mercado:

• S&P 500 Futuro:+0,04%
• FTSE 100: -0,26%
• CAC 40: +0,18%
• Nikkei 225:-0,73%
• Hang Seng:+0,14%
• Shanghai SE Comp: -0,64%
• Ouro(abr): -1,44%, a US$ 4.880,2 por onça troy
• Índice do dólar (DXY): +0,24%, aos 97,853 pontos
• Bitcoin: -5,83% a US$ 71.625,4

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Commodities

  • Petróleo: interrompeu o ritmo de alta das duas últimas sessões e opera em forte queda, diante do andamento das negociações entre EUA e Irã sobre o programa nuclear do país do Oriente Médio.

    O Irã confirmou a reunião nesta sexta-feira (6), em Omã, entre autoridades do país e dos EUA, aliviando as preocupações de um conflito militar.

    O Brent/abril têm forte queda de 1,12%, negociado a US$ 68,68 e o WTI/março cede 1,15%, a US$ 64,39.

  • Minério de ferro: fechou em forte queda de 1,73% na Bolsa de Dalian, na China, cotado a US$ 110,6.

    Analistas de commodities apontam que o acúmulo de estoques de minério em portos chineses, somado à desaceleração da demanda antes do Ano Novo Lunar, em 17 de fevereiro, também tem pressionado as cotações.

Cenário internacional

Nos EUA, os investidores acompanham nesta quarta-feira a divulgação do relatório de vagas em aberto (Jolts) de dezembro, dado que estava previsto para a última terça-feira, mas foi adiado em razão da paralisação parcial do governo norte-americano.

A expectativa do mercado é de leve alta no número de vagas, para 7,25 milhões, com a relação entre postos disponíveis e desempregados avançando para 0,96, indicador acompanhado de perto pelo Federal Reserve (Fed).

No noticiário corporativo, após os resultados da Alphabet, os investidores voltam as atenções para o balanço da Amazon, que será divulgado ao longo do dia.

O mercado também monitora as falas de Raphael Bostic, dirigente do Fed, previstas para as 12h50, em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária nos Estados Unidos.

Cenário nacional

No Brasil, a agenda econômica traz a divulgação da balança comercial de janeiro. A expectativa é de um superávit de US$ 4,1 bilhões, acima do resultado observado no mesmo mês de 2025, quando o saldo foi positivo em US$ 2,3 bilhões.

O ano deve começar em ritmo forte no comércio exterior, com avanço de 4,4% nas exportações, puxadas principalmente por commodities como carnes, petróleo e milho. As importações, por outro lado, devem registrar retração de 3,7%.

Entre os compromissos do dia, o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, se reúne às 15h, em Brasília, com representantes da indústria automotiva, encontro acompanhado de perto pelo mercado diante das discussões sobre crédito, atividade econômica e juros.

  • Quer investir com mais critério em 2026? Participe da Masterclass Virada Financeira, ao vivo no dia 10/02.

Destaques do mercado corporativo

  • Itaú Unibanco: TRF-1 manteve suspenso julgamento no Carf sobre autuação bilionária; banco classifica o risco como remoto.
  • Assaí: Conselho aprovou Rafael Sachete como novo CFO, com início em março.
  • Azzas 2154: Companhia anunciou reorganização das unidades de negócios e saída do CFO.
  • Gol: Conselho deu aval à OPA de PNs, que levará à saída do Nível 2 e ao fechamento de capital.
  • JBS / Seara: Seara comprou duas granjas da Céu Azul em SP, reforçando a integração vertical na cadeia de frango.
  • Hypera: Grupo Votorantim pode se tornar o segundo maior acionista após aumento de capital de até R$ 1,5 bilhão.
  • Axia Energia: BlackRock elevou participação para cerca de 5% das ações ON, sem intenção de alterar o controle.


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