Na sessão desta terça-feira (5), o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), registrou alta de 0,62%, aos 186.753,82 pontos, impulsionado pela declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou o aumento dos combustíveis como “um preço pequeno” diante do conflito no Oriente Médio. Trump também reiterou a pressão por um acordo com Teerã, sinalizando disposição para avançar nas negociações.
Do outro lado, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, taxou as exigências dos EUA como “impossíveis e inalcançáveis”. Apesar do tom duro, o mercado interpretou as narrativas como um alívio da escalada recente do conflito.
No Brasil, a ata do Copom reforçou cautela com a inflação, mas manteve a porta aberta para novos cortes da Selic, ajudando a derrubar os juros futuros e dando suporte ao mercado acionário.
Entre os destaques do Ibovespa, a Petrobras fechou em queda de 1,38%, acompanhando o recuo dos preços do petróleo no exterior, enquanto a Vale também limitou o desempenho do índice, em queda de 0,34%.
O baixo desempenho das blue chips, no entanto, foi compensado por valorizações relevantes no setor financeiro, com destaque para as ações preferenciais do Bradesco, que avançaram 1,59%. No ranking geral, as maiores altas do dia ficaram com Ambev (+15,30%) e Usiminas (+5,10%), enquanto a Braskem (-2%) liderou as perdas da sessão.
No câmbio, o dólar fechou em queda de 1,12% frente ao real, cotado a R$ 4,91. Assim como no Ibovespa, o movimento foi atribuído às declarações dos EUA interpretadas pelo mercado como um reforço para a continuidade do cessar-fogo com o Irã.
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No cenário internacional, o clima de alívio das tensões no Oriente Médio se estende nesta quarta-feira (6) e o Estreito de Ormuz volta ao centro das atenções após Donald Trump anunciar a suspensão da “Operação Liberdade”, que envolvia a escolta de navios na região. A decisão, segundo ele, reflete “progresso significativo” nas negociações com o Irã e atende a pedidos de países aliados, reforçando a percepção de descompressão no conflito.
A sinalização ganha força diante do relatório da Axios, divulgado nesta manhã, sobre EUA e Irã estarem próximos de um acordo capaz de encerrar a guerra. Washington aguarda, nas próximas 48 horas, uma resposta de Teerã sobre pontos-chave relacionados ao programa nuclear.
Nos bastidores, autoridades americanas e fontes ligadas às negociações indicam que a Casa Branca está perto de fechar um memorando de entendimento, ainda preliminar, com foco no fim das hostilidades e na criação de uma base para negociações nucleares mais amplas.
O esboço do acordo incluiria compromissos relevantes de ambos os lados: o Irã aceitaria uma moratória no enriquecimento nuclear, enquanto os EUA avançariam na suspensão de sanções e na liberação de bilhões de dólares em recursos iranianos congelados. Além disso, as duas partes concordariam em retirar restrições ao trânsito pelo Estreito de Ormuz.
No Brasil, a evolução desse cenário segue no radar do Banco Central e dos investidores, sobretudo pelos impactos potenciais sobre a inflação. O choque de energia permanece como principal vetor de risco, com reflexos diretos nas expectativas de preços e, consequentemente, na condução da política monetária.
Após a ata do Copom adotar um tom mais cauteloso, a leitura predominante no mercado continua sendo de manutenção do ritmo de flexibilização.
Segundo o Projeções Broadcast, 34 das 39 instituições consultadas projetam novos cortes de 0,25 ponto percentual na taxa Selic nas próximas reuniões, em um ciclo que tende a seguir dependente da evolução do cenário externo.
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Manchetes desta manhã
- Se Irã concordar, guerra chega ao fim e Ormuz será aberto, diz Trump (Valor)
- Defesa de Vorcaro conclui proposta de delação e deve entregar anexos nesta semana (Folha)
- Durigan nega que Desenrola criará cultura de calote e diz que programa poderá incluir informais (Estadão)
- Petróleo cai abaixo de US$ 100 e Bolsas sobem após Trump afirmar que vai ‘pausar’ ação militar em Ormuz (O Globo)
- Dólar recua 10,5% no ano, testa R$ 4,90 e BC anuncia intervenção (Valor)
Mercado global opera em alta com otimismo pelo fim da guerra no Oriente Médio
As bolsas da Europa registram forte alta diante da expectativa de acordo entre EUA e Irã, que segundo o Axios poderia potencialmente encerrar o conflito.
No mercado europeu, setores sensíveis à energia e expostos economicamente lideraram os ganhos, com destaque para bancos e empresas de mineração.
Na Ásia, os mercados fecharam em alta, com investidores ampliando posições de risco diante do avanço das ações ligadas à inteligência artificial e o mercado reagindo a sinais de desescalada no conflito no Oriente Médio.
O movimento ocorre após declarações de Trump sobre a suspensão de escoltas no Estreito de Ormuz e a proximidade de um acordo com o Irã, que pressionaram o petróleo.
Em Nova York, os índices futuros operam em alta nesta quarta-feira (6), enquanto o petróleo recua, refletindo o alívio do mercado com a manutenção do cessar-fogo entre EUA e Irã e a redução dos temores de uma escala do conflito.
Confira os principais índices do mercado:
- S&P 500 Futuro: +1,02%
- FTSE 100: +2,48%
- CAC 40: +3,26%
- Nikkei 225: fechado por feriado
- Hang Seng:+1,22%
- Shanghai SE Comp: +1,17%
- Ouro (jun): +2,32%, a US$ 4.674,54 por onça troy
- Índice do dólar (DXY): -0,59%, aos 97,91 pontos
- Bitcoin: +1,30% a US$ 82.337,8
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Commodities
- Petróleo: os preços dos contratos futuros desabam para mínimas de duas semanas, após relatório da Axios informar que EUA e Irã estão próximos de chegar a um acordo para encerrar a guerra.
O Brent/junho despenca 8,12%, cotado a US$ 100,95, enquanto o WTI/junho acentua a queda para 9,34%, a US$ 92,72. - Minério de ferro: fechou em forte alta de 2,84% em Dalian, na China, cotado a US$ 119,47/ton, na reabertura dos mercados chineses após o feriado de cinco dias do Dia do Trabalho.
Custos de frete elevados seguem sustentando a commodity metálica, mas analistas da Nanhua Futures avaliam que o preço já está sobrevalorizado, com relação risco-retorno pouco atrativa nos níveis atuais.
Cenário internacional
Nos EUA, o destaque fica para o relatório ADP de emprego no setor privado de abril (9h15), considerado um termômetro para o payroll de sexta-feira. A expectativa é de criação de 108 mil vagas, após 62 mil em março.
Ainda na agenda, saem os PMIs de serviços e composto (S&P Global), além dos estoques de petróleo (11h30) e discurso do dirigente do Fed, Austan Goolsbee (14h).
Na zona do euro, os preços ao produtor avançaram 3,4% em março na comparação mensal, revertendo a queda de 0,6% registrada em fevereiro, sinalizando pressão na cadeia industrial.
Cenário nacional
No Brasil, o foco recai sobre a atuação do Banco Central no câmbio, com leilão de até US$ 500 milhões em swaps reversos (9h20), além da divulgação do fluxo cambial semanal (14h30).
No campo fiscal, o governo avalia novas linhas de crédito além do Desenrola, incluindo medidas para consumidores altamente endividados, mas ainda adimplentes — tentativa de ampliar o acesso sem incentivar inadimplência.
Já o CMN aprovou medidas para expandir o crédito em programas públicos, com redução de juros e alongamento de prazos no Reforma Casa Brasil, além da regulamentação do Move Brasil, voltado à renovação da frota de transporte.
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Destaques do mercado corporativo
- Raízen: a Securitizadora Opea convocou assembleia de detentores de CRAs para hoje e amanhã paradeliberar termos econômico-financeiros do plano de recuperação extrajudicial.
- BNDES/BNDESPAR: a Moody’s reafirmou ratings em Ba1, com perspectiva estável.
- Axia Energia: encerrou prazo de recesso no processo de migração para o Novo Mercado.
- GPA: concluiu renegociação de dívida com apoio de 57% dos credores, com redução estimada de mais de R$ 2 bilhões no endividamento.
- CVC: aprovou dispensa de OPA e novo acordo de acionistas entrou em vigor.











