O dólar fechou esta terça-feira (5) em queda de 1,12% frente ao real, a R$ 4,91. A queda ocorreu após declarações de autoridades dos Estados Unidos reforçarem a continuidade do cessar-fogo com o Irã.
Ontem, relatos de ataques iranianos a instalações petrolíferas nos Emirados Árabes Unidos elevaram a percepção de risco. Hoje, porém, autoridades americanas reafirmaram a vigência do cessar-fogo, enquanto o Irã negou os ataques. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, informou que embarcações já cruzaram o Estreito de Ormuz com escolta americana.
Outro fator que impulsionou a moeda brasileira foi a expectativa de manutenção da atratividade do chamado carry trade. A ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta manhã, reforçou a percepção de cautela do Banco Central na condução da política monetária.
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Na avaliação do Citi, o Banco Central adotou tom mais cauteloso na ata, reforçando uma condução da política monetária baseada na evolução dos indicadores econômicos, estratégia conhecida no mercado como data dependent.
O banco mantém projeção de novos cortes de 0,25 p.p. nas próximas reuniões, desde que o petróleo recue para cerca de US$ 85 por barril até o fim do ano.
Nos dois primeiros pregões de maio, a moeda americana acumula queda de 0,82%. Com isso, a desvalorização do dólar frente ao real em 2026 atingiu 10,51%.
Expectativa por encontro entre Lula e Trump
O mercado também acompanha a reunião prevista para quinta-feira (7), em Washington, entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump.
Investidores monitoram o encontro em busca de sinais sobre relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, tema que pode influenciar fluxo cambial e percepção de risco sobre ativos brasileiros.
Dólar fica estável no exterior
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, operava estável no fechamento do mercado brasileiro, rondando os 98,500 pontos. Confira o gráfico DXY (em tempo real):
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