O HFOF11, fundo imobiliário do tipo “fundo de fundos” (FoF), que aplica recursos em cotas de outros FIIs em vez de adquirir imóveis diretamente, anunciou seu segundo programa de recompra. A iniciativa terá duração de até 12 meses e permitirá a aquisição de até 5% das cotas em circulação.
Segundo a Hedge Investments, gestora especializada em fundos imobiliários, as aquisições serão realizadas na B3 sempre que as cotas estiverem sendo negociadas abaixo do valor patrimonial — indicador que representa o valor dos ativos do fundo dividido pelo número de cotas existentes.
Para André Freitas, CEO e CIO da Hedge Investments, “o processo de recompra de cotas é muito efetivo e beneficia o fundo. Devemos fazer recompra sempre que o desconto das cotas em relação ao valor patrimonial do fundo se mostrar muito alto”, afirmou ao Valor Econômico.
Recompra busca aumentar valor para os cotistas
O novo programa começou em 17 de julho de 2026 e poderá recomprar até 10.946.850 cotas, equivalentes a 5% da classe única do fundo.
As cotas adquiridas serão canceladas, reduzindo a quantidade de papéis em circulação. Na prática, quando a recompra ocorre com desconto em relação ao patrimônio do fundo, o valor correspondente tende a ser incorporado ao patrimônio remanescente dos cotistas.
De acordo com o fato relevante, as compras serão intermediadas pelas corretoras Ativa Investimentos e XP Investimentos.
Primeiro programa do HFOF11 foi concluído antes do prazo
O novo anúncio ocorre após o encerramento do primeiro programa de recompra do HFOF11, que atingiu o limite autorizado de 5% das cotas em cerca de 10 meses, antes do prazo máximo de um ano. Segundo a Hedge Investments, a operação resultou em:
- aumento de aproximadamente 20% na liquidez das cotas;
- crescimento de 0,9% no valor patrimonial do fundo;
- melhora no resultado recorrente;
- aumento da reserva de lucros acumulados de R$ 0,0699 para R$ 0,0867 por cota.
A gestora também informou que o fluxo de caixa operacional do fundo passou de R$ 0,0577 para R$ 0,0586 por cota, enquanto o retorno de mercado no período foi de 22,2%, acima do IFIX, índice que acompanha os principais fundos imobiliários negociados na Bolsa.











