O setor de serviços de São Paulo abriu 20.308 vagas formais em abril, somando o quarto saldo positivo no ano. Entre janeiro e abril, o segmento acumulou a criação de 147.999 empregos com carteira assinada no Estado.
No mesmo período, o varejo seguiu na direção oposta e fechou 18.933 postos de trabalho no quadrimestre, revela a Pesquisa de Emprego no Estado de São Paulo (PESP), elaborada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
Segundo a pesquisa, elaborada com base nas informações do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), os principais responsáveis pelo desempenho dos Serviços foram os segmentos de transporte, armazenagem e correio, que registraram saldo positivo de 8.651 vagas, e de saúde humana e serviços sociais, com a abertura de 5.187 postos.
Para a FecomercioSP, o resultado demonstra que as atividades ligadas à logística e aos serviços essenciais continuam sustentando a geração de empregos, mesmo em um ambiente marcado por condições de crédito mais restritivas.
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Comércio paulista recua com impacto do varejo
O comércio paulista encerrou abril com fechamento líquido de 5.765 vagas formais. No acumulado do ano, o saldo negativo já alcança 13.466 postos. O principal impacto veio do varejo, responsável pelo encerramento de 5.721 vagas apenas em abril. Com esse resultado, o segmento passou a acumular perda de 18.933 empregos nos quatro primeiros meses do ano.
A comparação com abril de 2025 mostra uma mudança de cenário. Naquele mês, o comércio paulista havia criado quase 12 mil vagas, enquanto neste ano o setor registrou saldo negativo de aproximadamente 5,7 mil postos.
De acordo com a FecomercioSP, o desempenho reflete os efeitos do crédito mais caro sobre o consumo das famílias. O custo elevado dos financiamentos e das compras parceladas reduz o ritmo das vendas, afetando principalmente o varejo, segmento mais sensível às oscilações do consumo e, consequentemente, da geração de empregos.
Capital acompanha tendência estadual
Na cidade de São Paulo, o comportamento do mercado de trabalho acompanhou a tendência estadual. O Comércio fechou abril com saldo negativo de 1.894 vagas e acumula perda superior a 5 mil postos em 2026. O Varejo concentrou a maior parte desse resultado, com o encerramento de 6,1 mil empregos entre janeiro e abril.
Segundo a entidade, os números reforçam que a pressão exercida pelo crédito mais caro sobre o consumo também afeta a capital paulista.
Já o setor de Serviços manteve o quarto resultado positivo consecutivo na cidade. Em abril, foram criados quase 2 mil empregos formais, elevando para 42.051 vagas o saldo acumulado no ano.
As atividades que mais contribuíram para esse desempenho foram saúde humana e serviços sociais, com 1.787 novos postos, e alojamento e alimentação, que abriram 842 vagas.
Segundo semestre dependerá da retomada do consumo
A FecomercioSP avalia que o comportamento do mercado de trabalho paulista no segundo semestre continuará condicionado à evolução das condições de crédito e da atividade econômica.
Enquanto o setor de Serviços tende a manter um ritmo mais consistente de geração de empregos, o Comércio ainda depende de uma recuperação mais firme do consumo para retomar o nível de contratações observado nos anos anteriores.











